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Responsabilidade Social • 16:36h • 23 de dezembro de 2025

Escuta e diálogo nas férias: caminhos para se conectar com crianças e adolescentes

Diálogo aberto, rotina flexível e planejamento conjunto ajudam a reduzir conflitos e aumentam a segurança durante o recesso escolar

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da PG1 | Foto: Arquivo/Âncora1

Férias sem estresse: estratégias para conviver melhor com crianças e adolescentes
Férias sem estresse: estratégias para conviver melhor com crianças e adolescentes

As férias escolares ampliam o tempo de convivência entre pais, crianças e adolescentes e criam uma oportunidade valiosa de fortalecimento dos vínculos familiares. Ao mesmo tempo, a quebra da rotina, a sobrecarga de responsabilidades e a pressão por oferecer lazer constante podem gerar conflitos, estresse e até aumentar o risco de acidentes dentro de casa.

Segundo especialistas em educação e desenvolvimento infantil, o equilíbrio entre descanso, escuta ativa e organização do dia a dia é determinante para que o período seja vivido de forma mais leve e segura. Para a doutora em Educação Leia de Almeida, gerente socioeducacional do Marista Brasil, mesmo durante as férias é importante manter alguma previsibilidade. Horários de sono, alimentação e momentos sem telas ajudam a preservar o bem-estar físico e emocional, além de facilitar o retorno à rotina escolar no início do ano letivo.

“Durante o período de férias, é fundamental preservar uma rotina que contemple lazer, mas também horários regulares. Envolver crianças e adolescentes nas decisões sobre as atividades favorece o sentimento de participação e reduz frustrações”, explica.

Rotina flexível reduz conflitos

O aumento do convívio familiar costuma intensificar comportamentos já existentes, como irritabilidade, apatia, agressividade ou dificuldades com sono e alimentação. Uma pesquisa de 2023 da IWG apontou que 62% dos pais consideram estressante conciliar trabalho e cuidados com os filhos durante as férias escolares, o que ajuda a explicar o crescimento de tensões nesse período.

Diante desse cenário, a escuta atenta e o diálogo ganham papel central. “É importante tentar compreender o que está por trás de determinados comportamentos. Olhar no olho, desligar um pouco as próprias telas e conversar com empatia faz toda a diferença”, orienta Leia.

Alternativas como colônias de férias, apoio da rede familiar ou rodízio entre pais da escola também ajudam a distribuir responsabilidades e ampliar o repertório de experiências das crianças.

Programação leve e variada

Especialistas recomendam atenção especial ao uso excessivo de telas durante o recesso. Embora comum nas férias, o aumento do tempo em dispositivos eletrônicos pode prejudicar o sono, a concentração e a convivência familiar. Estabelecer horários combinados para tecnologia e equilibrar com atividades físicas e lúdicas é uma estratégia eficaz.

Passeios ao ar livre, jogos em família, oficinas criativas, visitas a bibliotecas ou museus e encontros com amigos contribuem para o desenvolvimento cognitivo e emocional. “São experiências simples, mas que fortalecem vínculos e criam memórias importantes”, destaca a especialista.

Planejamento compartilhado fortalece vínculos

Incluir crianças e adolescentes no planejamento das férias ajuda a reduzir conflitos e expectativas frustradas. Viagens, visitas a familiares ou atividades diferentes da rotina podem ser combinadas em conjunto, respeitando limites claros, horários de descanso e momentos de pausa. “Uma comunicação familiar aberta aumenta a autonomia dos jovens e diminui a chance de atritos ao longo das férias”, afirma Leia.

Atenção à segurança dentro e fora de casa

O período de férias também exige vigilância redobrada. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria indicam que há um aumento de até 25% nos acidentes envolvendo crianças durante o recesso escolar, muitos deles dentro de casa. Quedas, queimaduras, afogamentos e intoxicações estão entre as ocorrências mais comuns.

Entre as orientações estão não deixar crianças sozinhas em ambientes aquáticos, manter produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance, garantir o uso de equipamentos de proteção em atividades como bicicleta e skate e supervisionar constantemente as brincadeiras. Além do cuidado físico, especialistas alertam para a importância de ambientes emocionalmente seguros. Mudanças de comportamento, isolamento ou irritabilidade excessiva podem sinalizar desconfortos que merecem atenção.

Com diálogo, escuta ativa, rotina flexível e planejamento conjunto, as férias podem se transformar em um período de conexão, aprendizado e segurança, beneficiando toda a família.

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