Gastronomia & Turismo • 12:13h • 11 de junho de 2026
Esfriar o arroz antes de consumir pode trazer benefícios ao organismo; entenda
Nutricionista destaca que tipo de grão, modo de preparo e combinações no prato influenciam diretamente na resposta do organismo e até na saciedade
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da GlobalPR Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Presença quase obrigatória na mesa dos brasileiros, o arroz ainda desperta dúvidas entre quem busca uma alimentação mais saudável, perder peso ou controlar a glicemia. Mas a ideia de que ele deve ser retirado da dieta está longe de ser consenso entre os especialistas. Segundo a nutricionista Cintya Bassi, coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, o alimento pode fazer parte de um cardápio equilibrado e até trazer benefícios, desde que seja consumido da maneira adequada.
Um dos pontos que mais chama a atenção é que o modo de preparo pode alterar a forma como o organismo absorve os carboidratos presentes no arroz. Um processo simples, como resfriar ou congelar o alimento antes do consumo, é capaz de modificar seu comportamento metabólico.
O que acontece quando o arroz é resfriado
De acordo com a especialista, quando o arroz é consumido logo após o cozimento, ele tende a provocar uma elevação mais rápida da glicose no sangue. Porém, quando é preparado, armazenado na geladeira ou congelado por pelo menos 12 horas e depois reaquecido, ocorre um fenômeno chamado retrogradação do amido.
Esse processo aumenta a quantidade de amido resistente, uma fração que não é totalmente digerida pelo organismo. Com isso, a absorção dos carboidratos se torna mais lenta, favorecendo maior saciedade, melhor funcionamento intestinal e uma resposta glicêmica mais equilibrada.
Segundo Cintya Bassi, esse efeito pode ser especialmente interessante para pessoas que precisam controlar a glicemia ou que buscam uma alimentação com menor impacto metabólico.
Arroz branco pode fazer parte da dieta
Apesar da fama de "menos saudável", o arroz branco não precisa ser excluído do prato. A nutricionista explica que ele pode, sim, integrar estratégias de emagrecimento e alimentação equilibrada, desde que haja moderação e boas combinações nutricionais.
A recomendação é controlar a porção consumida e sempre associar o arroz a fontes de proteína, como carnes, peixes ou frango, além de vegetais e alimentos ricos em fibras. Essa combinação ajuda a reduzir a velocidade de absorção dos carboidratos e torna a refeição mais completa.
Ela também lembra que pequenas adaptações, como acrescentar legumes ou um fio de azeite ao preparo, podem enriquecer o valor nutricional da refeição sem abrir mão de um dos alimentos mais tradicionais da culinária brasileira.
Integral, branco ou parboilizado: qual escolher?
O arroz integral continua sendo a opção mais rica em fibras, vitaminas e minerais, características que favorecem a saciedade e contribuem para um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue.
Já o arroz parboilizado aparece como uma alternativa intermediária. O processo pelo qual ele passa antes do polimento permite que parte dos nutrientes da casca migre para o interior do grão, preservando uma composição nutricional superior à do arroz branco tradicional.
Na prática, as diferenças calóricas entre os três tipos são pequenas. O que realmente muda é a quantidade de fibras e a velocidade com que cada um deles é absorvido pelo organismo.
Para a especialista, a principal mensagem é que não existe um único arroz ideal para todas as pessoas. O mais importante é observar o contexto da alimentação, o equilíbrio das porções e a forma de preparo. Assim, um alimento que durante muito tempo foi tratado como vilão pode continuar ocupando seu espaço à mesa sem comprometer a saúde.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos