Saúde • 18:41h • 19 de fevereiro de 2026
Estresse no trabalho custa US$ 1 trilhão por ano e expõe falhas na gestão emocional
Dados da OMS apontam perda de 12 bilhões de dias úteis por ano por depressão e ansiedade ligadas ao trabalho; especialistas defendem leitura fisiológica do estresse
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
Ambientes de alta exigência, metas agressivas e decisões rápidas estão no centro de um debate global sobre saúde mental no trabalho. Segundo a Organização Mundial da Saúde, depressão e ansiedade associadas a contextos profissionais de alta pressão e baixa previsibilidade resultam na perda estimada de 12 bilhões de dias úteis por ano no mundo, com custo aproximado de US$ 1 trilhão em produtividade.
A entidade também classifica riscos psicossociais, como sobrecarga, pressão contínua e falta de controle, como fatores que impactam diretamente o desempenho e o equilíbrio emocional dos trabalhadores. No Brasil, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho registra aumento de queixas relacionadas a estresse, ansiedade e exaustão emocional, sobretudo em setores com metas intensas e prazos curtos.
O reconhecimento da síndrome de burnout como fenômeno ocupacional, incluído na Classificação Internacional de Doenças, a CID 11, reforçou a necessidade de olhar técnico sobre o tema.
Leitura fisiológica do estresse
Para Claudia Faria, especialista em regulação emocional e fisiológica e criadora do método Yoga Adventure, o corpo manifesta respostas ao estresse antes mesmo de os indicadores tradicionais de desempenho apontarem queda de produtividade.
Segundo ela, o sistema nervoso reage a pressões simbólicas, como cobranças e prazos, de forma semelhante ao risco físico. Essa ativação contínua pode comprometer memória, clareza mental e tomada de decisão.
Empresas passam a olhar respostas fisiológicas para melhorar desempenho sob pressão | Foto: Divulgação/Assessoria
Experiências em escalada e esportes outdoor têm sido utilizadas como laboratório para observar padrões emocionais sob risco real. Nessas situações, a resposta fisiológica se torna evidente, revelando como cada indivíduo lida com erro, medo e cobrança.
Estudos citados pela Organização Mundial da Saúde associam a ativação prolongada do estresse a prejuízos cognitivos e dificuldades na regulação emocional, o que interfere diretamente na qualidade das decisões em ambientes corporativos.
Abordagem aplicada ao ambiente empresarial
Com base nesse contexto, o método Yoga Adventure foi estruturado como ferramenta voltada à gestão do estresse e ao desempenho profissional. A proposta combina respiração e movimento consciente, com foco em treinamento fisiológico para sustentar presença e clareza em cenários exigentes.
A adoção desse tipo de abordagem tem avançado principalmente em programas de liderança e treinamentos corporativos. A especialista alerta que soluções genéricas tendem a produzir efeitos pontuais quando não adaptadas à realidade organizacional.
Cinco pontos para avaliação nas empresas
A especialista elenca critérios que podem orientar empresas na contratação de serviços voltados à regulação emocional:
- Identificação da necessidade
Aumento de conflitos, queda de concentração em momentos críticos e dificuldade de recuperação após períodos intensos indicam sobrecarga fisiológica. - Ponto de partida
Lideranças e equipes estratégicas são indicadas para início da aplicação, por influenciarem diretamente a cultura organizacional. - Avaliação da metodologia
É recomendável verificar se o método foi testado em contextos reais de estresse e não apenas em ambientes controlados. - Impacto na tomada de decisão
A regulação fisiológica pode ampliar a capacidade de escolha consciente e melhorar o desempenho cognitivo sob pressão. - Atenção a soluções padronizadas
Práticas desconectadas do contexto da empresa tendem a não gerar constância nem mudança estrutural.
Mudança estrutural no debate corporativo
O avanço do tema sinaliza uma transformação na forma como empresas enxergam desempenho e produtividade. A discussão deixa de ser exclusivamente comportamental e passa a incluir fatores fisiológicos como parte da estratégia organizacional.
Especialistas apontam que decisões são tomadas por profissionais sob pressão constante e que a leitura desses sinais pode antecipar riscos antes que se convertam em afastamentos, queda de desempenho ou conflitos internos.
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