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Saúde • 10:05h • 21 de maio de 2025

Estudo aponta potencial de esponjas marinhas no combate à malária

Em testes pré-clínicos conduzidos na USP de São Carlos, compostos denominados batzelladinas foram eficazes até contra cepas de Plasmodium resistentes aos antimaláricos convencionais

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP

Causada por protozoários e transmitida por picadas de mosquitos do gênero Anopheles, a malária é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo
Causada por protozoários e transmitida por picadas de mosquitos do gênero Anopheles, a malária é uma das doenças infecciosas que mais matam no mundo

Pesquisadores brasileiros encontraram compostos em esponjas marinhas com potencial para combater o parasita que causa a malária – inclusive as variantes mais resistentes aos tratamentos tradicionais. A descoberta foi publicada na revista ACS Infectious Diseases.

Transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, a malária é uma das doenças que mais matam no mundo. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou cerca de 600 mil mortes, sendo a maioria de crianças com menos de 5 anos.

Os compostos, chamados batzelladinas F e L, mostraram ação rápida contra os parasitas Plasmodium falciparum (mais letal e comum na África) e Plasmodium vivax (frequente na América do Sul). Os testes foram feitos com amostras de sangue humano e camundongos infectados.

“Os resultados são promissores e abrem caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos”, diz Rafael Guido, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e um dos autores do estudo. Segundo ele, mesmo que os compostos ainda não eliminem totalmente o parasita, podem inspirar a criação de novas moléculas mais potentes.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe formada por cientistas da USP, do Museu Nacional, da UFSCar e do Centro de Pesquisa de Medicina Tropical de Roraima. O projeto contou com apoio da Fapesp, do CNPq e da Capes.

Para Roberto Berlinck, professor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP), a descoberta mostra o valor da biodiversidade brasileira, hoje ameaçada pelas mudanças climáticas. “As esponjas Monanchora arbuscula vivem em ambientes marinhos sensíveis ao aquecimento dos oceanos. Podemos perder fontes importantes de medicamentos antes mesmo de entendê-las completamente”, alerta.

Além disso, ele lembra que o aumento global da temperatura também está favorecendo a expansão da malária em diferentes regiões.

Como o estudo foi feito

Para entender como os compostos atuam, os cientistas isolaram as batzelladinas e analisaram suas estruturas químicas. Segundo Anderson Noronha, do IQSC-USP, a ação rápida das substâncias já nos estágios iniciais do parasita impede sua multiplicação nas células do sangue.

“Esses compostos matam o parasita logo no contato, o que reduz a chance de ele desenvolver resistência”, explica Giovana Rossi Mendes, também do IFSC-USP, que conduziu os testes com sangue e camundongos.

Os pesquisadores também observaram que essas mesmas substâncias têm efeito contra outros parasitas, como os causadores da leishmaniose e da doença de Chagas.

Segundo Guido, pode parecer estranho que um possível remédio contra a malária venha de um organismo marinho, mas isso é comum na pesquisa de novos fármacos. “As esponjas produzem compostos como defesa natural – são substâncias chamadas metabólitos secundários, que ajudam o organismo a se proteger ou a competir por espaço”, explica.

Esses compostos vêm sendo aperfeiçoados pela natureza há milhões de anos. Agora, podem ser aliados importantes na luta contra doenças graves que ainda afetam milhões de pessoas no mundo.

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