Saúde • 14:28h • 25 de maio de 2025
Estudo aponta que medicamentos com GLP-1 influenciam nas escolhas alimentares
Estudo com quase 2 mil participantes revela que medicamentos como semaglutida e tirzepatida reduzem a ingestão calórica e incentivam escolhas alimentares mais saudáveis
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da CFF | Foto: Arquivo Âncora1
Medicamentos usados para emagrecimento, como Wegovy e Ozempic (à base de semaglutida), e Mounjaro (com tirzepatida), têm provocado mudanças significativas nas preferências alimentares de seus usuários. Essas substâncias agem como agonistas hormonais: a semaglutida estimula os receptores do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), enquanto a tirzepatida atua tanto nos receptores de GLP-1 quanto nos do peptídeo inibidor gástrico (GIP), ajudando a reduzir o apetite e influenciar o comportamento alimentar.
Um estudo da Universidade Estadual de Oklahoma (EUA) analisou os hábitos alimentares de 1.955 pessoas, divididas entre usuários atuais, ex-usuários, interessados em usar e pessoas que nunca utilizaram esses remédios. Os resultados mostraram que quem usava os medicamentos consumia, em média, entre 720 e 990 calorias a menos por dia em comparação aos demais grupos.
Além da redução calórica, os usuários demonstraram preferência por dietas mais saudáveis: diminuíram o consumo de ultraprocessados, carnes vermelhas e bebidas açucaradas, e aumentaram a ingestão de frutas, vegetais e água. De acordo com o pesquisador Jayson Lusk, os medicamentos não apenas reduzem a quantidade de comida ingerida, mas também afetam as escolhas alimentares, promovendo padrões mais equilibrados.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos