Ciência e Tecnologia • 14:14h • 08 de janeiro de 2026
Estudo com tecnologia 100% brasileira mira recuperação de lesões medulares
Pesquisa inédita avalia segurança da polilaminina em pacientes com trauma raquimedular agudo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Brasil | Foto: Arquivo/Âncora1
A Anvisa autorizou o início de um estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, condição caracterizada por lesões na medula espinhal ou na coluna vertebral. A liberação foi anunciada nesta segunda-feira, 5 de janeiro, e marca um avanço relevante na pesquisa científica nacional voltada à reabilitação neurológica.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto potencial do estudo para pacientes e familiares. Segundo ele, a autorização representa um marco para a ciência brasileira e renova a expectativa de avanços concretos no tratamento de lesões medulares. O ministro ressaltou que cada progresso científico amplia as possibilidades de recuperação e qualidade de vida para pessoas afetadas por esse tipo de trauma.
Pesquisa desenvolvida em universidade pública
O estudo da polilaminina é conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália. Trata-se de uma tecnologia considerada inovadora e integralmente desenvolvida no Brasil, resultado de anos de pesquisa básica financiada com recursos públicos.
De acordo com o Ministério da Saúde, os estudos pré-clínicos apresentaram resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o ensaio clínico contará com a participação de cinco pacientes voluntários que sofreram lesão aguda da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10.
Para integrar o estudo, os pacientes precisam ter indicação cirúrgica ocorrida em até 72 horas após a lesão. Os centros onde o procedimento será realizado ainda serão definidos pela empresa patrocinadora do projeto.
Prioridade regulatória e interesse público
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a autorização do estudo clínico foi tratada como prioridade pelo comitê de inovação da agência. A decisão levou em conta o interesse público, o potencial impacto social da pesquisa e a relevância científica do medicamento.
A polilaminina é uma proteína presente em diversos organismos, inclusive nos seres humanos, e a pesquisa busca avaliar a segurança de sua aplicação em pacientes, além de identificar possíveis riscos antes do avanço para fases clínicas mais amplas.
Durante o estudo, a empresa patrocinadora será responsável por monitorar de forma contínua todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo o acompanhamento rigoroso da segurança dos participantes.
Avanço científico com impacto social
A autorização do estudo clínico reforça o papel da ciência brasileira na busca por soluções inovadoras em saúde pública e abre caminho para novas etapas no desenvolvimento de tratamentos para lesões da medula espinhal, condição que afeta milhares de pessoas todos os anos no país.
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