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Responsabilidade Social • 08:21h • 22 de dezembro de 2025

Estudo da Fiocruz aponta Bolsa Família como fator de proteção contra o risco de suicídio

Pesquisa publicada na BMJ Public Health mostra que o programa de transferência de renda ajuda a reduzir o impacto da violência e de transtornos mentais graves sobre o risco de suicídio entre populações vulneráveis

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Fiocruz | Foto: Lyon Santos/ MDS

O Bolsa Família se mostrou associado, tanto direta quanto indiretamente, à queda na mortalidade por suicídio entre indivíduos expostos à violência e a transtornos mentais.
O Bolsa Família se mostrou associado, tanto direta quanto indiretamente, à queda na mortalidade por suicídio entre indivíduos expostos à violência e a transtornos mentais.

Um estudo recente da Fiocruz, publicado na revista BMJ Public Health, analisou de que forma o programa Bolsa Família pode reduzir os efeitos de estressores psicossociais sobre o risco de suicídio. A principal conclusão é que pessoas expostas à violência apresentaram maior probabilidade de receber o benefício e, nesse contexto, o programa atuou como um fator de proteção, reduzindo parte do risco de suicídio associado a essa exposição.

Resultado semelhante foi observado entre indivíduos com histórico de internação psiquiátrica, um dos grupos mais vulneráveis ao suicídio. Nesse grupo, o Bolsa Família também exerceu um efeito indireto de proteção, atenuando o risco associado a transtornos mentais graves. “Mesmo entre indivíduos que já vivenciaram situações extremas de sofrimento social e mental, o Bolsa Família atua como um fator de proteção, ajudando a interromper o caminho que leva das adversidades ao suicídio”, explicou Patrícia Fortes, líder do estudo.

A pesquisa analisou dados da Coorte de 100 Milhões de Brasileiros entre 2008 e 2015, reunindo informações de pessoas com mais de dez anos de registro no Cadastro Único e vinculadas a dados de hospitalização e mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram considerados como estressores psicossociais a exposição à violência interpessoal, hospitalizações por lesões não intencionais — associadas à impulsividade — e internações psiquiátricas.

Entre os mais de 22 milhões de indivíduos analisados, 54,8% eram mulheres, 54,1% tinham entre 25 e 59 anos, 38,9% recebiam Bolsa Família e 53% se autodeclaravam pardos. Nessa população, tanto a exposição à violência quanto as internações por transtornos psiquiátricos apresentaram forte associação com o risco de suicídio.

O Bolsa Família demonstrou um efeito direto consistente ao reduzir entre 8% e 10% a força dessa associação na população de baixa renda. Além disso, o programa amortizou o impacto da violência e das internações psiquiátricas, reduzindo em cerca de 1,5% a associação entre esses fatores e o suicídio. Embora esses percentuais pareçam modestos individualmente, representam um impacto relevante quando considerados em escala populacional.

Os achados indicam que, mesmo não sendo uma política voltada especificamente à saúde mental, o Bolsa Família altera trajetórias de risco e pode integrar estratégias intersetoriais que combinem proteção social, saúde mental e prevenção da violência. O estudo reforça que o programa alcança grupos altamente vulneráveis e contribui para reduzir os efeitos de adversidades severas sobre o risco de suicídio.

Segundo os pesquisadores, os resultados oferecem subsídios importantes para gestores públicos ao evidenciar que políticas de transferência de renda podem ir além do combate à pobreza, funcionando também como instrumentos eficazes de prevenção do suicídio. As conclusões podem orientar o fortalecimento de políticas intersetoriais e a priorização de grupos de maior risco nas estratégias de prevenção.


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