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Mundo • 09:23h • 28 de janeiro de 2025

Estudo inédito analisa riscos dos nitazenos, novo tipo de droga presente no Brasil

Publicação sobre essa substância sintética, mais potente que a morfina e o fentanil, foi apresentada, na sexta-feira (24), pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF)

Da Redação com informações de Agência Gov | Foto: Isaac Amorim/MJSP

Apresentação do estudo pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP),
Apresentação do estudo pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP),

Substâncias com elevada potência e riscos relacionados ao seu uso, os nitazenos foram foco de um estudo inédito apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na sexta-feira (24/1), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).

O documento Nitazenos: Caracterização e Presença no Brasil mostra as ameaças dessa categoria de Novas Substâncias Psicoativas (NSP) e traz dados nacionais e internacionais sobre o uso crescente desse tipo químico.

“A questão é preocupante, não por sua disseminação, mas pela potência e pelos perigos relacionados. A ideia é monitorar esses riscos e nos preparar para enfrentar uma possível escalada da situação”, declarou a titular da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Marta Machado.

O principal objetivo do estudo é informar e apoiar a formulação de ações e desenvolver políticas de prevenção e mitigação baseadas em evidências e, assim, reduzir os danos e os riscos associados ao uso de nitazenos.

Além das ações já em andamento, como a instituição em caráter permanente do Subsistema de Alerta Rápido sobre Novas Drogas (SAR) e a reconstrução do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), a Senad antecipou o lançamento do Programa Nacional de Integração de Dados Periciais sobre Drogas (PNID), em parceria com a Polícia Federal (PF), e uma iniciativa em conjunto com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) para apoiar países que não têm um mecanismo de aviso urgente consolidado.

Estudo

Elaborado pelo Centro de Estudos sobre Drogas e Desenvolvimento Social Comunitário (Cdesc), em parceria com a Senad, com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e com o Unodc, o estudo apresentado nesta sexta-feira busca fomentar o desenvolvimento de novos levantamentos na área e monitorar a dinâmica do mercado de drogas ilícitas no País.

A publicação é baseada em revisão bibliográfica e reúne dados de laboratórios de química e toxicologia forense do Instituto Nacional de Criminalística da PF, dos Centros de Informação e Assistência Toxicológica e de grupos de redução de danos associados ao uso de drogas do Brasil.

“A possibilidade de olharmos para uma ameaça como essa, antes que ela se instale e se torne algo grave, é muito importante para a saúde pública, a segurança e a democracia do País”, falou a coordenadora do Pnud, Andrea Bolzon.

Achados

A pesquisa destaca que as apreensões desses opioides têm se tornado mais frequentes no Brasil. De julho de 2022 a abril de 2023, por exemplo, nitazenos estavam presentes em 133 amostras de 140 apreendidas (95%) pela Polícia Civil de São Paulo (SP).

Apesar dos desafios para a identificação de NSP, três estados – Minas Gerais (MG), São Paulo e Santa Catarina (SC) –, além da PF, já localizaram substâncias da classe dos nitazenos. O tipo mais comum identificado foi o metonitazeno, em forma de vegetal seco e fragmentado, o que sugere o uso por via inalatória (fumada).

A publicação também indica que a circulação dessas substâncias pode estar concentrada no eixo Sul-Sudeste e recomenda a importância de adotar medidas em múltiplas frentes para lidar com as NSP.

“Estudos como esse demonstram a importância de unirmos esforços para produzir informações que possam mostrar os perigos, os riscos e a necessidade de agirmos com políticas públicas mais assertivas e baseadas em evidências para enfrentar esse drama que é o uso de drogas, que tão mal causa para a nossa sociedade”, ressaltou o diretor-técnico científico da PF, Carlos Eduardo Palhares Machado.

Globalmente, o documento aponta que, desde 2019, os países que mais reportaram novas moléculas de nitazenos foram: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Estônia, Letônia, Reino Unido e Suécia.

“Os nitazenos ganharam atenção devido a sua alta potência e riscos de overdose, parada cardíaca e de dependência, gerando preocupações a nível global. Compartilhar conhecimentos baseados em evidências é uma das ferramentas mais eficientes para enfrentarmos esse problema”, disse a diretora do Unodc no Brasil, Elena Abatti.

Nitazenos

Nitazenos são um grupo de NSP derivados do 2-benzilbenzimidazol. Embora sua aparição no mercado ilícito de drogas seja recente, essas substâncias foram inicialmente sintetizadas na década de 1950.

Desenvolvidos como potenciais analgésicos, nunca chegaram a ser comercializados como medicamentos devido, entre outros fatores, ao seu elevado potencial de abuso.

Uma característica das substâncias do grupo é a sua elevada potência, que pode ser centenas ou milhares de vezes superior à da morfina e de outros opioides, aumentando o risco de overdose.

Atualmente, seis compostos desse grupo estão controlados internacionalmente pela Convenção Única sobre Entorpecentes, de 1961: butonitazeno, etazeno, etonitazepina, protonitazeno, metonitazeno e isotonitazeno.

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