Variedades • 18:25h • 07 de março de 2026
Estudo revela hábito preocupante: brasileiros aprendem a conviver com a dor
Estudo aponta que 37% das pessoas acima de 50 anos convivem com dor crônica, enquanto especialistas alertam para o hábito de normalizar sintomas que indicam problemas de saúde
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da EVT Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Normalizar a dor e buscar ajuda médica apenas quando ela se torna incapacitante é um comportamento comum entre brasileiros e preocupa especialistas em saúde. Uma pesquisa publicada pelo periódico científico Lancet Regional Health - Américas, realizada com cerca de 10 mil pessoas com mais de 50 anos em 70 cidades, revelou que aproximadamente 37% dos participantes convivem com algum tipo de dor crônica.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a dor é considerada crônica quando persiste por mais de três meses. Mesmo assim, especialistas alertam que o sintoma não deve ser tratado como algo natural ou inevitável, pois geralmente indica algum problema de saúde que precisa de avaliação e acompanhamento.
Na prática clínica, médicos ortopedistas relatam receber pacientes que convivem com dores articulares ou musculares por longos períodos antes de buscar atendimento. Em muitos casos, o desconforto já está presente há meses e chega a comprometer atividades simples do cotidiano. Segundo especialistas, quando a avaliação médica ocorre mais cedo, há maiores chances de controlar os sintomas e evitar agravamentos. A intervenção precoce pode reduzir complicações e permitir que o paciente mantenha suas atividades com mais qualidade de vida.
Esse padrão de comportamento revela um hábito recorrente: muitas pessoas só procuram atendimento quando a dor se torna limitante. O cenário se torna ainda mais relevante diante do aumento da expectativa de vida no país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, entre 1940 e 2024, a expectativa de vida do brasileiro aumentou cerca de 31 anos, alcançando aproximadamente 76 anos. No entanto, viver mais não significa necessariamente viver com melhor qualidade de saúde.
Entre os fatores que contribuem para a demora na busca por tratamento está a crença de que determinadas dores fazem parte do envelhecimento ou são irreversíveis. Essa percepção pode levar pacientes a adiar o diagnóstico e o tratamento, o que aumenta o risco de complicações.
Especialistas alertam que negligenciar a saúde articular e muscular pode resultar em perda de mobilidade e incapacidade funcional ao longo do tempo. Nesse contexto, a prevenção e o acompanhamento médico regular são considerados estratégias importantes para preservar a qualidade de vida durante o envelhecimento.
A discussão sobre longevidade, portanto, não se limita ao aumento da expectativa de vida. Para profissionais da área da saúde, o desafio está em garantir que os anos adicionais sejam vividos com autonomia, mobilidade e bem-estar.
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