Classificados • 11:44h • 05 de abril de 2026
Exageros no currículo podem custar vaga e até prejudicar carreira a longo prazo
Pesquisa aponta que 75% dos brasileiros já “incrementaram” informações; especialista alerta para riscos e orienta como evitar erros
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
Na busca por uma vaga de emprego, muitos candidatos ainda recorrem a exageros no currículo como forma de se destacar. O problema é que essa prática, além de comum, pode comprometer a credibilidade e até encerrar oportunidades antes mesmo da contratação.
Levantamento da consultoria DNA Outplacement mostra que 75% dos profissionais brasileiros admitem já ter “incrementado” informações no currículo. O dado revela um comportamento recorrente no mercado, mas que se torna cada vez mais arriscado em um cenário de processos seletivos mais rigorosos.
Segundo Gustavo Sengés, Country Manager da HireRight no Brasil, empresa global especializada em verificação de histórico profissional, essas distorções são facilmente identificáveis. “Encontramos desde pequenas adaptações até inconsistências relevantes. O que muitos não percebem é que hoje essas informações são verificáveis e podem impactar diretamente a contratação”, afirma.
Idiomas “inflados” lideram exageros
Um dos pontos mais comuns de distorção está no nível de idiomas. Termos como “fluente” ou “avançado” aparecem com frequência, mas nem sempre correspondem à realidade. Na prática, muitos candidatos possuem apenas conhecimento intermediário ou básico, suficiente para conversas simples, mas não para situações profissionais mais complexas.
A recomendação é ser específico. Indicar, por exemplo, “inglês intermediário para conversação” ou “espanhol básico para atendimento” demonstra autoconhecimento e transparência. “Ser claro sobre o próprio nível pode ser um diferencial positivo e transmitir maturidade profissional”, destaca Sengés.
Cargos e tempo de experiência também são alvo de ajustes
Outro exagero frequente envolve a experiência profissional. Alterações no tempo de atuação ou “promoções” inexistentes são práticas comuns, como transformar um cargo de analista em coordenador ou estender períodos de trabalho para parecer mais experiente.
Para evitar esse erro, especialistas recomendam focar em resultados concretos. Descrever projetos, metas alcançadas e responsabilidades reais tende a ser mais valorizado do que inflar títulos.
Formação acadêmica também entra na lista
A chamada “maquiagem educacional” é outro ponto de atenção. Cursos online de curta duração, especialmente de instituições renomadas, são frequentemente apresentados como graduações ou especializações completas. “Já vimos candidatos citando instituições de elite como se tivessem formação formal, quando na verdade fizeram apenas cursos livres online”, explica Sengés.
A orientação é indicar corretamente o tipo de formação, destacando certificações como cursos complementares, sem atribuir títulos que não correspondem à realidade.
Risco vai além da perda da vaga
Com o avanço das checagens em processos seletivos, especialmente para cargos estratégicos, inconsistências podem ter consequências duradouras. “A descoberta de informações falsas não significa apenas perder a oportunidade atual. Pode afetar a reputação profissional e dificultar futuras contratações”, alerta o especialista.
Diante desse cenário, a recomendação é clara: transparência e coerência são mais valorizadas do que tentativas de impressionar com informações distorcidas. Construir um currículo fiel à própria trajetória, com foco em experiências reais e resultados concretos, tende a gerar mais confiança e abrir portas de forma consistente no mercado de trabalho.
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