Ciência e Tecnologia • 08:31h • 08 de maio de 2026
Exames de sangue para detectar câncer de mama preocupam médicos no Brasil
Sociedade Brasileira de Mastologia afirma que não existem testes sanguíneos validados cientificamente para rastreamento precoce da doença
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da MXP Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A divulgação de exames de sangue que prometem detectar precocemente o câncer de mama vem preocupando especialistas e entidades médicas no Brasil. Conhecidos popularmente como “biópsias líquidas” ou “testes genéticos”, esses métodos ganharam espaço nas redes sociais e em reportagens recentes, mas ainda não possuem validação científica para uso como estratégia de rastreamento da doença.
O alerta foi reforçado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que afirma que, atualmente, não existem exames de sangue comprovados cientificamente para substituir a mamografia na detecção precoce do câncer de mama.
Segundo o presidente da SBM, o mastologista Guilherme Novita, a mamografia segue sendo o único método com eficácia comprovada na redução da mortalidade causada pela doença. “A mamografia continua sendo a principal estratégia para identificar o câncer de mama em estágios iniciais e aumentar significativamente as chances de tratamento e cura”, afirma.
Brasil deve registrar mais de 78 mil casos por ano
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que o Brasil registre cerca de 78,6 mil novos casos anuais de câncer de mama entre 2026 e 2028.
Diante desse cenário, a SBM vê com preocupação o crescimento da divulgação de exames que prometem identificar alterações relacionadas ao crescimento tumoral apenas por meio de coleta de sangue, muitas vezes sem necessidade de solicitação médica.
Especialistas alertam que a falsa sensação de segurança pode fazer com que mulheres deixem de realizar exames reconhecidos pela medicina. “Um dos maiores riscos é justamente reduzir a adesão à mamografia e ao acompanhamento regular com mastologistas”, destaca Guilherme Novita.
Mamografia segue como principal ferramenta
Desde o ano passado, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação da mamografia periódica para mulheres a partir dos 40 anos. O diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos, maiores chances de preservação das mamas e melhores resultados clínicos e estéticos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, identificar a doença em fases iniciais pode evitar tratamentos mais invasivos, como cirurgias extensas e quimioterapia em determinados casos.
Orientação é buscar avaliação médica
A recomendação dos especialistas é que mulheres mantenham consultas regulares com mastologistas e sigam os protocolos já consolidados cientificamente para rastreamento da doença.
“A informação correta é essencial para evitar expectativas irreais e garantir que as pacientes continuem utilizando os métodos comprovadamente eficazes”, reforça a entidade.
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