Variedades • 15:11h • 16 de fevereiro de 2026
Excesso de telas pode afetar desenvolvimento motor infantil
Especialista alerta que excesso de telas reduz brincadeiras físicas e impacta desenvolvimento motor e cognitivo
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Agência Drumond Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O aumento do uso de tablets e celulares tem reduzido o tempo dedicado às brincadeiras físicas e pode estar relacionado à perda de habilidades motoras em crianças. A análise é da mestre e doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento Luciana Brites, que chama atenção para a importância das atividades motoras na primeira infância e seus reflexos na aprendizagem e no comportamento.
Segundo Luciana Brites, a coordenação motora global envolve movimentos amplos do corpo, como correr, saltar, dançar e manter o equilíbrio. Essas habilidades são fundamentais não apenas para a prática de esportes, mas também para tarefas cotidianas, como escrever e organizar movimentos finos. Quando a criança passa mais tempo em atividades sedentárias, especialmente diante de telas, pode haver prejuízo nesse processo de desenvolvimento.
A especialista destaca que o período entre 0 e 6 anos é considerado ideal para estimular a coordenação motora global, pois o cérebro e o corpo estão em intensa fase de formação. Ela ressalta, no entanto, que isso não significa que após os 6 anos não seja possível desenvolver ou aprimorar essas habilidades, já que a neuroplasticidade permite avanços ao longo da vida.
Brincadeiras simples fazem diferença
Luciana Brites reforça que atividades cotidianas, como pular corda, desenhar, brincar de amarelinha ou montar pequenos circuitos com objetos da casa, são suficientes para estimular tanto a coordenação motora grossa quanto a fina. Além de contribuírem para o desenvolvimento físico, essas ações favorecem habilidades sociais, emocionais e cognitivas.
De acordo com a especialista, trabalhar a coordenação motora global pode melhorar funções como atenção, memória e planejamento. Ela explica que essas práticas fortalecem as chamadas funções executivas, como controle inibitório e memória de trabalho, que são essenciais para o desempenho escolar.
Outro ponto destacado é que não é necessário investir em brinquedos caros. Cones improvisados, almofadas e bambolês podem ser utilizados para criar circuitos que estimulem movimentos variados. O essencial, segundo a autora, é oferecer oportunidades frequentes de movimento e interação.
Papel de pais e educadores
Para Luciana Brites, pais e educadores têm papel central na criação de ambientes que estimulem a atividade física desde cedo. Ela defende que a redução do tempo de telas e a incorporação de brincadeiras ativas na rotina diária são estratégias importantes para promover uma infância mais saudável e equilibrada.
A reflexão proposta pela especialista aponta que o desenvolvimento motor não está dissociado do desenvolvimento cognitivo e emocional. Ao ampliar o repertório de movimentos, a criança também amplia sua capacidade de aprender, interagir e lidar com desafios.
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