Saúde • 08:23h • 13 de março de 2026
Exercícios físicos contribuem para envelhecimento saudável
Alerta é feito neste dia de consciência e combate ao sedentarismo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Praticar atividades físicas regularmente pode contribuir para um envelhecimento mais saudável. A recomendação é reforçada por especialistas neste Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, lembrado dia 10 de março, que destacam que o movimento ajuda a prevenir doenças e garante mais mobilidade e autonomia ao longo da vida.
De acordo com a médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti, o sedentarismo está associado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado. Além disso, favorece a sarcopenia — perda progressiva de massa e força muscular — que compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, aumentando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.
Segundo a especialista, o organismo das pessoas idosas reage rapidamente à falta de atividade física. Em poucas semanas de inatividade já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória.
O professor do curso de fisioterapia da Afya Centro Universitário Itaperuna, Raul Oliveira, explica que atividades simples do dia a dia já ajudam a preservar a saúde física. Caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar-se ou realizar tarefas domésticas contribuem para manter a força muscular, a mobilidade das articulações, o equilíbrio e a coordenação — fatores importantes para a independência nas atividades cotidianas, como tomar banho, se vestir e se locomover.
Além dos benefícios físicos, a atividade física também tem papel importante na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.
Entre os principais efeitos do sedentarismo, especialmente entre pessoas idosas, estão a perda de massa muscular, que reduz a capacidade de realizar tarefas simples do cotidiano, e o aumento do risco de quedas, provocado pela fraqueza muscular e pela piora do equilíbrio e da coordenação.
A falta de movimento também pode provocar rigidez nas articulações e favorecer dores crônicas, além de agravar problemas como a artrose. Outro impacto é o declínio da memória e das funções cognitivas, já que a atividade física melhora a circulação sanguínea no cérebro e contribui para manter o funcionamento mental.
O sedentarismo ainda pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose, tornando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas, especialmente em regiões como quadril e coluna. Também dificulta o controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.
Outros efeitos incluem alterações no padrão do sono, com maior incidência de insônia e sono fragmentado, além de maior risco de ansiedade e depressão, já que a prática de exercícios estimula a produção de substâncias associadas ao bem-estar, como endorfina e serotonina.
A inatividade também pode prejudicar o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções, e causar complicações gastrointestinais, como intestino preso, devido à redução do estímulo natural do funcionamento intestinal.
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