Mundo • 07:28h • 19 de abril de 2026
FAB prepara chegada de mulheres ao serviço militar com foco em segurança e estrutura
Encontro em Brasília detalhou adaptações estruturais, governança e medidas de proteção para recepção das primeiras integrantes do serviço militar feminino
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da FAB | Foto: Reprodução/FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) apresentou à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) o planejamento estratégico para a implementação do Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF), em reunião realizada no dia 24 de março, em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo dar transparência às ações e detalhar as medidas adotadas para a recepção das primeiras mulheres na modalidade.
A apresentação foi conduzida pelo chefe do Estado-Maior do Comando-Geral do Pessoal (EMGEP), major-brigadeiro do ar Marcelo Fornasiari Rivero, e contou com a participação de representantes do Comando da Aeronáutica (COMAER), além de oficiais-generais e especialistas técnicos da Força.
Estrutura, segurança e preparação das unidades
Durante a reunião, a FAB detalhou as adaptações em andamento nas Organizações Militares, com foco na adequação da infraestrutura para o efetivo feminino. Entre as medidas estão a modernização de alojamentos, vestiários e equipamentos operacionais, garantindo condições adequadas de permanência e atuação.
Imagem: Força Aérea Brasileira
Outro eixo central do planejamento envolve a criação e o fortalecimento de canais de apoio e ética. A Força destacou a atuação das Comissões de Prevenção e Combate ao Assédio, além da Comissão Itinerante, voltada à promoção da integridade e à prevenção de condutas inadequadas no ambiente militar.
Também foram apresentados protocolos de governança, com implementação de fluxos de escuta qualificada e mecanismos de segurança voltados à proteção das novas integrantes.
Implementação e alcance do serviço feminino
A implementação do Serviço Militar Inicial Feminino segue as diretrizes do Decreto nº 12.154/2024 e da Portaria GM-MD nº 5.151/2024. A proposta prevê a incorporação voluntária de mulheres em diferentes regiões do país.
As primeiras integrantes devem atuar em unidades localizadas em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Guaratinguetá, Pirassununga, Lagoa Santa, Canoas e Manaus. Segundo a FAB, a atuação ocorrerá em ambiente profissional pautado pela disciplina e pelo respeito aos direitos fundamentais.
Imagem: Força Aérea Brasileira
Trajetória e avanços na inclusão feminina
A iniciativa marca um avanço no processo de ampliação da participação feminina nas Forças Armadas, alinhando-se a uma agenda de modernização institucional e adequação às demandas contemporâneas.
Para o major-brigadeiro Rivero, o diálogo com instituições externas é parte fundamental desse processo. “A abertura ao diálogo com entidades como a OAB reforça a transparência e contribui para que essa expansão ocorra com eficiência administrativa e operacional”, afirmou.
A expectativa é que a implantação do serviço militar feminino seja acompanhada por mecanismos contínuos de avaliação, garantindo a evolução das políticas internas e a consolidação de um ambiente seguro e estruturado para as novas integrantes.
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