Educação • 11:43h • 25 de março de 2026
Falhas na limpeza escolar podem levar doenças para dentro de casa
Ambientes com alta circulação exigem higienização técnica para evitar que vírus e bactérias cheguem até as famílias
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Mosaike Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Com o retorno da rotina escolar e salas cheias, cresce também o risco de circulação de vírus e bactérias em ambientes de alto contato. Segundo a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), a falta de higienização adequada nas escolas pode transformar esses espaços em pontos de transmissão, com impactos que ultrapassam o ambiente escolar e chegam às famílias.
A entidade destaca que a limpeza deve ser tratada como uma medida de saúde pública. Em locais com grande circulação de pessoas, como escolas, não basta remover a sujeira visível, é necessário adotar protocolos técnicos de desinfecção para interromper a disseminação de microrganismos.
Um dos principais pontos de atenção é o piso, especialmente na educação infantil. Crianças passam grande parte do tempo em contato direto com o chão, seja brincando, sentando ou manipulando objetos, o que aumenta o risco de contaminação quando a limpeza não é adequada.
A Abralimp orienta que a higienização seja feita em duas etapas distintas: limpeza, para retirada de resíduos, e desinfecção, com uso de produtos específicos e tempo de ação correto para eliminar microrganismos.
Entre as práticas recomendadas estão evitar o uso de vassouras secas, que podem espalhar partículas no ambiente, reforçar a limpeza de superfícies de alto contato, como maçanetas e carteiras, e adotar sistemas que evitem contaminação cruzada entre diferentes áreas da escola.
A capacitação das equipes também é apontada como essencial. Profissionais treinados conseguem aplicar corretamente os protocolos e reduzir riscos de surtos de doenças respiratórias e gastrointestinais. Segundo a entidade, escolas que investem em processos profissionais de limpeza tendem a registrar menos afastamentos por problemas de saúde, beneficiando alunos, professores e familiares.
A orientação para pais e responsáveis é buscar informações sobre os procedimentos adotados pelas instituições, como frequência de limpeza e tipo de produtos utilizados. A discussão sobre higiene escolar reforça que ambientes limpos vão além da aparência e estão diretamente ligados à segurança e ao aprendizado dos estudantes.
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