Classificados • 18:27h • 23 de fevereiro de 2026
Falta de técnicos ameaça indústria 4.0 e pressiona manutenção no Brasil em 2026
Após projeção de 9,6 milhões de qualificações até 2025, setor enfrenta escassez de profissionais e aumento de custos operacionais
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Dampress Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Em meio ao avanço da indústria 4.0, a escassez de mão de obra técnica qualificada se consolidou, em 2026, como um dos principais entraves à manutenção industrial no Brasil. Após o período projetado pelo Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, CNI e SENAI, que estimava a necessidade de qualificar cerca de 9,6 milhões de trabalhadores, o setor ainda enfrenta dificuldades para suprir a demanda por profissionais especializados.
O impacto já é sentido nas fábricas. Pesquisas indicam que 88% das empresas brasileiras relatam dificuldade para contratar profissionais com conhecimento técnico específico, percentual superior à média global de 66%. A escassez afeta diretamente áreas como mecatrônica, automação, operação de sistemas integrados e manutenção preventiva.
A falta de técnicos qualificados amplia a dependência de manutenção corretiva, realizada apenas após falhas nos equipamentos. Esse modelo eleva custos, aumenta o risco de paralisações inesperadas e compromete prazos de produção.
Segundo Jurandir Ferreira de Sousa, técnico em mecatrônica com experiência em manutenção industrial, a demanda por profissionais com domínio de sensores, PLCs, monitoramento de máquinas e diagnóstico de falhas supera a oferta disponível no mercado. Ele afirma que a sobrecarga recai sobre equipes experientes e pressiona o custo operacional das empresas.
O avanço tecnológico, por si só, não resolve o problema. Automação, digitalização e análise de dados dependem de profissionais capazes de interpretar informações técnicas, ajustar sistemas e antecipar falhas. Isso exige formação sólida e atualização constante.
Outro fator que agrava o cenário é o envelhecimento da força de trabalho técnica e a migração de profissionais qualificados para funções com maior remuneração. Ao mesmo tempo, a formação técnica não acompanha a velocidade da transformação industrial, criando um descompasso estrutural.
Diante do quadro, empresas, instituições de ensino e governos ampliam programas de capacitação e treinamentos rápidos. Especialistas defendem maior integração entre educação técnica e setor produtivo, além da valorização das carreiras técnicas como estratégia de desenvolvimento industrial.
Sem esse alinhamento, a modernização industrial pode esbarrar não na falta de tecnologia, mas na ausência de profissionais capazes de operá-la e mantê-la em funcionamento.
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