Saúde • 15:29h • 11 de abril de 2026
Fernanda Young e a asma: o alerta de uma doença ainda subestimada
Morte da escritora expôs os riscos de uma condição crônica que segue provocando internações e milhares de mortes no Brasil e reforça a importância da atuação farmacêutica no cuidado contínuo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações do CFF | Foto: CFF
A morte da escritora e roteirista Fernanda Young, aos 49 anos, após uma crise de asma seguida de parada respiratória, trouxe atenção para uma doença muitas vezes subestimada. Apesar de ser frequentemente associada a sintomas controláveis, a asma pode evoluir para quadros graves e até fatais, principalmente quando não há acompanhamento adequado ou adesão ao tratamento.
A doença atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo e é um importante problema de saúde pública. No Brasil, a prevalência entre crianças varia de 20% a 24%, mostrando que o impacto começa cedo. Entre 2016 e 2020, foram registradas mais de 400 mil internações relacionadas à asma, indicando dificuldades no controle e no acompanhamento contínuo.
Mesmo com avanços no tratamento, a asma ainda causa um número significativo de mortes no país, com mais de 2 mil óbitos por ano. Esse cenário mostra que, apesar de tratável, a doença ainda é mal controlada em muitos casos.
Nos últimos anos, novas terapias trouxeram avanços, especialmente para casos mais graves. Medicamentos modernos ajudam a reduzir crises e internações, mas o acesso ainda é limitado e depende de acompanhamento especializado.
Outro desafio importante é o uso correto dos inaladores. Estudos mostram que mais da metade dos pacientes comete erros na aplicação do medicamento, o que compromete a eficácia do tratamento e aumenta o risco de crises.
Nesse contexto, o papel do farmacêutico ganha destaque no acompanhamento dos pacientes. Programas de capacitação têm sido desenvolvidos para orientar melhor o uso dos medicamentos, melhorar a técnica de inalação e contribuir para o controle da doença.
A atuação desses profissionais, principalmente em farmácias e serviços de saúde, ajuda a identificar sinais de agravamento, melhora a adesão ao tratamento e pode reduzir internações e complicações.
A asma é uma doença crônica que exige atenção constante, tratamento adequado e informação de qualidade. O fortalecimento do acompanhamento e da orientação aos pacientes é fundamental para reduzir os riscos e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a condição.
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