Saúde • 09:20h • 26 de junho de 2026
Festas juninas e julinas acendem alerta para risco de queimaduras
Crianças e adolescentes são grupos mais atingidos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
As festas juninas e julinas aumentam a necessidade de cuidados com materiais que podem causar queimaduras em crianças e adolescentes. O alerta foi feito na segunda-feira (22) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Segundo a entidade, embora as celebrações façam parte da cultura brasileira e sejam momentos de convivência familiar, o período exige maior vigilância devido à presença de fogueiras, fogos de artifício, churrasqueiras e alimentos e bebidas quentes.
Dados da SBP mostram que crianças menores de cinco anos representam mais da metade das internações por queimaduras no país. Entre 2024 e 2025, esse grupo concentrou 53,8% das hospitalizações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS).
No total, foram 13,8 mil internações de crianças e adolescentes por queimaduras e outros acidentes térmicos nos dois últimos anos, sendo 6.965 casos em 2024 e 6.855 em 2025. A entidade destaca que o número real de ocorrências é maior, já que muitos casos leves não chegam a ser hospitalizados.
Em média, quase 20 crianças e adolescentes foram internados por dia no período analisado. Entre os hospitalizados, 20% tinham de cinco a nove anos, seguidos por adolescentes de 10 a 14 anos (13%) e de 15 a 19 anos (12%).
A SBP reforça que a maioria dos acidentes ocorre em ambientes domésticos, durante o preparo de alimentos ou no contato com líquidos quentes. Também são comuns casos relacionados à exposição ao fogo, fumaça, eletricidade e substâncias inflamáveis.
A entidade orienta que crianças não manuseiem fogos de artifício, fósforos ou isqueiros e permaneçam sempre sob supervisão de adultos, longe de fontes de calor.
Segundo a SBP, medidas simples de prevenção, vigilância e adaptação do ambiente doméstico são suficientes para evitar a maior parte dos acidentes.
O levantamento também aponta mais de 300 mortes anuais de crianças e adolescentes por queimaduras graves no país, de acordo com registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Sistema Único de Saúde.
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