Variedades • 18:51h • 19 de julho de 2026
Fetiches têm nome e explicação: conheça a eproctofilia, atração sexual relacionada à flatulência
Especialistas explicam que a prática é considerada uma variação da sexualidade humana e só configura transtorno quando provoca sofrimento ou ocorre sem consentimento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O comportamento sexual humano é marcado por uma ampla diversidade de preferências, fantasias e fetiches. Algumas delas são bastante conhecidas, enquanto outras permanecem cercadas por curiosidade, humor e tabus. Entre essas variações está a eproctofilia, termo utilizado pela psicologia e pela sexologia para descrever a excitação sexual relacionada à flatulência.
Embora o tema costume aparecer em tom de brincadeira na internet e nas redes sociais, especialistas destacam que, do ponto de vista clínico, a eproctofilia é classificada como uma parafilia, ou seja, uma das diversas formas pelas quais algumas pessoas vivenciam a sexualidade.
O que caracteriza a eproctofilia?
A eproctofilia pode envolver diferentes estímulos que despertam interesse sexual. Em alguns casos, a excitação está ligada ao odor da flatulência, sendo considerada um subtipo da olfactofilia, caracterizada pela atração por cheiros corporais.
Outras pessoas relatam interesse pelo som produzido durante a liberação dos gases ou pela combinação de diferentes estímulos sensoriais.
Em determinadas situações, o fetiche também pode estar associado a práticas consensuais envolvendo intimidade, confiança ou dinâmicas específicas entre adultos, desde que todas as pessoas envolvidas concordem com a experiência.
Quando um fetiche deixa de ser apenas uma preferência?
Segundo a psicologia e a medicina, possuir um fetiche, por si só, não significa que exista um transtorno mental.
Para que uma parafilia seja considerada um Transtorno Parafílico, normalmente precisam estar presentes critérios como sofrimento psicológico significativo, prejuízos na vida pessoal, profissional ou social, ou ainda situações que envolvam pessoas sem consentimento.
Quando vivenciada de forma privada, consensual e entre adultos, a eproctofilia é compreendida como uma variação da sexualidade humana, sem que isso represente, necessariamente, um problema clínico.
Sexualidade é mais diversa do que muitos imaginam
Pesquisadores da área da sexologia ressaltam que a sexualidade humana apresenta uma enorme variedade de interesses e preferências. O conhecimento sobre esses comportamentos ajuda a reduzir preconceitos e a diferenciar práticas consensuais de situações que realmente exigem acompanhamento profissional.
Ao mesmo tempo, especialistas lembram que qualquer comportamento sexual deve respeitar princípios fundamentais como consentimento, segurança, privacidade e bem-estar de todos os envolvidos.
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