Variedades • 18:26h • 08 de maio de 2026
Figurinhas da Copa parecem baratas, mas podem virar rombo no fim do mês
Compras repetidas de figurinhas parecem pequenas, mas podem gerar impacto relevante no orçamento ao longo das semanas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Divulgação
A tradicional corrida pelo álbum da Copa do Mundo voltou a movimentar consumidores em todo o Brasil e, junto com a empolgação do torneio, também reacendeu um velho desafio: o controle financeiro diante dos gastos impulsivos.
O fenômeno, que se repete a cada edição da Copa, leva milhares de pessoas a comprarem figurinhas diariamente na tentativa de completar o álbum, muitas vezes sem perceber o impacto acumulado no orçamento.
Segundo levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado em 2025, 46% dos brasileiros admitem fazer compras por impulso com frequência, especialmente em períodos sazonais e de forte apelo emocional.
Pequenos gastos podem virar problema no fim do mês
Para especialistas em educação financeira, o maior risco está justamente na sensação de que cada compra individual parece barata. “Um pacote parece barato, mas a repetição diária ou semanal transforma isso em um valor significativo no fim do mês”, afirma Ricardo Hiraki, sócio-fundador da Plano Fintech.
Segundo ele, o clima coletivo da Copa favorece decisões menos racionais. “A Copa cria um senso de pertencimento. As pessoas querem participar, completar o álbum, trocar figurinhas. Isso ativa o efeito manada e faz com que decisões financeiras sejam menos racionais”, explica.
Em edições anteriores do torneio, consumidores chegaram a relatar gastos de centenas ou até milhares de reais para completar coleções.
Compras digitais aumentam facilidade e também o risco
O especialista alerta que a facilidade atual de compra, principalmente pela internet, reduziu barreiras e ampliou o consumo. “Hoje, a compra é mais acessível, o que aumenta o risco de excesso”, afirma.
Além do impacto imediato no bolso, o comportamento também expõe dificuldades comuns de planejamento financeiro. Segundo especialistas, quem perde o controle em gastos emocionais ligados à Copa tende a repetir esse padrão em outras situações, como datas comemorativas, promoções e compras por impulso.
Como evitar exageros com o álbum da Copa
Para participar da brincadeira sem comprometer o orçamento, especialistas recomendam algumas medidas simples:
- definir um limite máximo de gasto antes de começar;
- acompanhar quanto está sendo gasto ao longo das semanas;
- priorizar trocas de figurinhas em vez de novas compras;
- evitar compras feitas apenas por impulso emocional;
- incluir esse gasto no planejamento mensal.
Para Hiraki, o principal ponto é manter consciência sobre o próprio comportamento.
“Não se trata de deixar de participar, mas de fazer isso com clareza. Quando o consumidor entende para onde o dinheiro está indo, ele passa a ter mais controle”, afirma.
Consumo sazonal movimenta comércio
O período também representa oportunidade para empresas e lojistas, que aproveitam o aumento da procura para criar promoções, kits e ações de engajamento.
Ao mesmo tempo, especialistas defendem que o setor também incentive práticas mais equilibradas, como eventos de troca de figurinhas e campanhas de consumo consciente.
Embora o álbum da Copa seja um fenômeno pontual, ele ajuda a revelar um comportamento recorrente: pequenos gastos acumulados podem pesar mais do que muita gente imagina no orçamento familiar.
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