Saúde • 12:44h • 13 de julho de 2026
Fiocruz aponta queda da Síndrome Respiratória Aguda Grave no país
Influenza A responde por 33,1% dos casos com óbitos
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em tendência de queda no Brasil, mas nove capitais ainda apresentam crescimento da doença, de acordo com o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O levantamento aponta que a Influenza B segue avançando em parte da Região Centro-Sul do país, enquanto a maior incidência de SRAG permanece entre crianças pequenas. Já os óbitos continuam concentrados principalmente entre idosos.
Segundo a Fiocruz, os casos graves provocados pela Influenza B ainda estão em crescimento no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em contrapartida, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam sinais de estabilização ou início de redução.
Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais registraram níveis de atividade classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.
Outras 11 capitais também permanecem em níveis elevados de SRAG, porém sem aumento sustentado no período recente. São elas: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.
Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento dos casos ocorre principalmente entre crianças de até quatro anos. Em Rio Branco, o crescimento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram aumento de casos entre idosos.
Vacinação e grupos mais vulneráveis
A Fiocruz reforça que, apesar da redução no cenário nacional, a circulação dos vírus respiratórios continua elevada em parte do país. A recomendação é que os grupos prioritários mantenham a vacinação contra a gripe em dia, já que a imunização reduz o risco de internações e mortes. Pessoas com sintomas respiratórios também devem evitar contato com idosos, crianças pequenas e indivíduos imunocomprometidos, além de utilizar máscara para reduzir a transmissão.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (VSR) respondeu por 55,9% dos casos positivos para vírus respiratórios. Em seguida aparecem o rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e o vírus da covid-19 (2,2%).
Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A foi responsável por 33,1% das mortes, seguida pelo rinovírus (26,3%), vírus sincicial respiratório (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).
Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG. Desse total, 56.530 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 37.770 apresentaram resultado negativo e 8.195 ainda aguardam confirmação.
O boletim também mostra que a queda dos casos ocorre entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Já na faixa de 50 a 64 anos foi observado um leve aumento das ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos o cenário permanece estável.
A incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente devido ao vírus sincicial respiratório, enquanto a maior parte das mortes segue relacionada à Influenza A entre idosos. Os casos de SRAG associados à covid-19 permanecem em níveis baixos em todas as faixas etárias.
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