Responsabilidade Social • 20:50h • 07 de abril de 2026
Forma como brasileiros adotam pets ajuda a explicar abandono no país
Pesquisa mostra que 80% dos animais vêm de resgates ou redes informais, enquanto dificuldades financeiras e comportamento ainda ameaçam a permanência no lar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
A adoção de animais no Brasil ocorre majoritariamente fora de canais formais e levanta um alerta sobre os desafios da posse responsável. Pesquisa da GoldeN, em parceria com a Opinion Box, aponta que 80% dos pets adotados no país vieram de resgates diretos das ruas (34%) ou por meio de amigos e conhecidos (46%). Abrigos e ONGs representam apenas 9% cada nas adoções.
O cenário reforça um comportamento comum no país, marcado por ações espontâneas de solidariedade, mas também evidencia lacunas estruturais. Estimativas indicam que o Brasil ainda possui cerca de 30 milhões de animais abandonados, o que amplia a pressão sobre iniciativas informais de adoção.
O levantamento também confirma a predominância dos animais sem raça definida nos lares brasileiros. Entre os gatos, eles representam 75%, enquanto entre os cães são a categoria mais comum, com 28%. Ainda assim, 60% dos entrevistados acreditam que existe preconceito contra esses animais, embora 86% defendam maior incentivo à adoção.
Desafios após a adoção preocupam
Os dados mostram que o maior risco não está apenas no abandono inicial, mas também no período pós-adoção. Entre os principais fatores que poderiam levar à devolução de um animal estão problemas financeiros (48%) e dificuldades de comportamento (39%).
A pesquisa também aponta diferenças entre faixas etárias. Tutores mais jovens enfrentam maior instabilidade financeira, enquanto perfis mais maduros relatam falta de tempo e dificuldades no manejo comportamental dos pets.
Como resposta, a população indica caminhos para reduzir o abandono. Para 87% dos entrevistados, o suporte após a adoção é fundamental, com destaque para acesso a consultas veterinárias gratuitas ou com desconto (65%) e campanhas educativas (55%).
Campanhas e iniciativas ampliam visibilidade
Para dar visibilidade ao tema, uma campanha recente utilizou a imagem da atriz Paolla Oliveira para promover a adoção responsável, destacando um cão disponível em ONG e ampliando o alcance da causa nas redes sociais.
Além disso, foi criado um portal que reúne ONGs de todo o país, facilitando o contato entre interessados e animais disponíveis para adoção.
Outra iniciativa é a exposição virtual “A Vida que Compartilhamos”, em parceria com o Museu da Pessoa, que apresenta histórias reais de convivência entre pets e tutores. A proposta é mostrar como esses vínculos têm transformado a relação das pessoas com os animais e ampliado o conceito de família no Brasil contemporâneo.
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