• Campanha do Agasalho terá Drive-Thru Solidário neste sábado em Cândido Mota
  • Vila Agro terá produtos frescos e show de Lucas & Rodrigo nesta sexta em Assis
  • Festival Rock Cidade promete agitar o centro de Assis neste fim de semana
Novidades e destaques Novidades e destaques

Saúde • 15:38h • 15 de maio de 2026

Frio muda a circulação e aumenta risco para quem já tem problemas cardíacos

Cardiologista alerta que baixas temperaturas favorecem aumento da pressão arterial, infarto, arritmias e AVC, especialmente em pessoas com histórico cardiovascular

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da GlobalPR Assessoria | Foto: Âncora1

Por que o coração trabalha mais quando a temperatura cai
Por que o coração trabalha mais quando a temperatura cai

A queda nas temperaturas, mesmo antes da chegada oficial do inverno, exige atenção maior com a saúde do coração e do sistema circulatório. Segundo o cardiologista Dr. Fernando Barreto, diretor médico assistencial do São Cristóvão Saúde, o frio pode aumentar em até 25% os casos de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e alguns tipos de arritmia, conforme dados da American Heart Association.

O sistema vascular, também conhecido como sistema circulatório, é responsável por transportar o sangue pelo organismo, levando oxigênio e nutrientes às células e eliminando resíduos metabólicos e dióxido de carbono. Quando a temperatura cai, o corpo aciona mecanismos naturais para manter o equilíbrio interno, mas esse processo pode sobrecarregar o coração.

Em dias frios, ocorre a vasoconstrição, que é o estreitamento dos vasos sanguíneos. Com menos espaço para a circulação, aumenta a resistência à passagem do sangue e, consequentemente, a pressão arterial. Esse efeito pode elevar o risco de complicações, principalmente em pessoas com doenças cardiovasculares já diagnosticadas ou ainda desconhecidas.

Segundo o Dr. Fernando Barreto, esse cenário pode desencadear desde quadros de angina até situações mais graves, como infarto, arritmia, AVC e morte súbita. O alerta é especialmente importante para idosos, hipertensos, fumantes, pessoas sedentárias e pacientes com histórico familiar ou pessoal de problemas cardíacos.

Frio, pressão arterial e qualidade do ar

Além da redução da temperatura, outro fator que contribui para o aumento dos riscos cardiovasculares no inverno é a piora da qualidade do ar. Com menor volume de chuvas, poluentes como monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre tendem a se acumular com mais facilidade.

Esse conjunto de fatores pode comprometer a oxigenação do sangue e aumentar a carga de trabalho do coração. De acordo com o cardiologista, quando o organismo recebe menos oxigênio, o coração precisa se esforçar mais para compensar essa deficiência, o que amplia o risco de eventos cardíacos.

A atenção deve ser redobrada em períodos de frio intenso, principalmente quando há sensação térmica baixa, ar seco e maior exposição à poluição. Nesses dias, sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura, suor frio ou mal-estar persistente não devem ser ignorados.

Cuidados ajudam a reduzir riscos no inverno

Entre as principais recomendações para proteger o coração durante os dias frios está manter o corpo aquecido, com roupas adequadas e, quando possível, consumo de alimentos e bebidas quentes. Essa medida ajuda a reduzir o impacto da vasoconstrição e contribui para controlar a pressão arterial.

Também é fundamental manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso e praticar atividades físicas compatíveis com a idade e a condição clínica de cada pessoa. Mesmo no inverno, a rotina de exercícios deve ser preservada, desde que respeite limites individuais e orientações profissionais.

O cardiologista reforça ainda a importância de evitar o tabagismo e o consumo de álcool, fatores que podem agravar riscos cardiovasculares. Pessoas com histórico de doenças do coração devem manter acompanhamento médico regular, realizar exames preventivos e seguir corretamente os tratamentos prescritos.

Outro cuidado essencial é não interromper medicamentos por conta própria ou por orientação de terceiros. A adesão ao tratamento é decisiva para evitar complicações, especialmente em períodos nos quais o organismo fica mais vulnerável às mudanças de temperatura.

Com a aproximação do inverno, a prevenção passa a ser uma aliada importante para reduzir riscos. Observar sinais do corpo, manter hábitos saudáveis e buscar orientação médica diante de sintomas persistentes são medidas que ajudam a proteger o coração nos meses mais frios do ano.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Economia • 16:18h • 15 de maio de 2026

Brasil deixa de investir R$ 14 bilhões em projetos sociais por baixa adesão à destinação do Imposto de Renda

Prazo para declaração do IRPF 2026 termina em 29 de maio e apenas 3% dos contribuintes utilizam mecanismo que permite apoiar fundos sociais sem custo adicional

Descrição da imagem

Cidades • 16:09h • 15 de maio de 2026

Vice-prefeito de Assis pede debate público sobre terceirização da coleta de lixo

Alexandre Cachorrão afirma que mudanças precisam de transparência, estudos técnicos e participação da população antes de qualquer decisão

Descrição da imagem

Variedades • 15:10h • 15 de maio de 2026

Reconhecimento, pertencimento e o que sustenta instituições que permanecem

Entre pesquisa, liderança e cultura institucional, experiências acadêmicas revelam por que algumas organizações conseguem gerar vínculos duradouros enquanto outras apenas mantêm estruturas funcionando

Descrição da imagem

Economia • 15:06h • 15 de maio de 2026

Pequenas empresas buscam alternativas aos planos de saúde diante de custos elevados

Modelos de financiamento coletivo para despesas médicas começam a ganhar espaço entre PMEs e empregadores domésticos no Brasil

Descrição da imagem

Variedades • 14:51h • 15 de maio de 2026

Segurar a urina e beber pouca água podem aumentar risco de infecção urinária

Baixa ingestão de água, higiene inadequada e hábito de segurar a urina aumentam os riscos da condição, que atinge principalmente mulheres

Descrição da imagem

Policial • 14:10h • 15 de maio de 2026

Brasil registra quase seis mulheres mortas por dia e feminicídios crescem 34%

Crescimento de 34% nos casos consumados e tentados expõe falhas na proteção às vítimas e amplia debate sobre atuação preventiva das forças policiais

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 13:49h • 15 de maio de 2026

Número de brasileiros com TEA reacende discussão sobre precisão diagnóstica

Avanço dos casos de TEA reacende discussões sobre precisão diagnóstica, personalização dos tratamentos e impacto nas pesquisas científicas

Descrição da imagem

Cidades • 13:20h • 15 de maio de 2026

Academia Municipal de Cruzália amplia horários e passa a contar com novo professor

Espaço gratuito terá atendimento em diferentes períodos do dia para incentivar prática de atividades físicas e ampliar acesso da população

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar