Economia • 13:12h • 07 de abril de 2026
Gastos com viagens corporativas disparam 45% e chegam a R$ 20 mil por funcionário
Empresas ampliam deslocamentos presenciais e elevam ticket médio para R$ 2.254 por viagem, aponta levantamento
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da The Lever Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Os gastos com viagens corporativas cresceram 45% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo pesquisa da Vólus, empresa especializada em meios de pagamento e gestão de despesas. O levantamento, feito com mais de 1.500 empresas, indica que cada colaborador passou a custar, em média, R$ 20 mil por ano em deslocamentos a trabalho, com ticket médio de R$ 2.254 por viagem.
Os dados mostram que as empresas realizam, em média, cinco viagens corporativas por mês. A maior parte dos deslocamentos ocorre dentro do próprio estado, representando 80% do total. As viagens nacionais correspondem a 18%, enquanto apenas 2% envolvem destinos internacionais.
O avanço dos gastos está diretamente ligado à retomada de encontros presenciais no ambiente corporativo. Com a consolidação do modelo híbrido, empresas voltaram a investir em reuniões estratégicas, visitas a clientes e alinhamentos internos fora do ambiente virtual.
Esse movimento também aparece em dados mais amplos do setor. Segundo a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas, em parceria com a FecomercioSP, os gastos empresariais com viagens ultrapassaram R$ 135 bilhões em 2025, reforçando a retomada do turismo de negócios no país.
No cenário internacional, a tendência também é de crescimento. Pesquisa da Global Business Travel Association aponta que 59% dos profissionais do setor estão otimistas com o desempenho do mercado ao longo do ano, indicando continuidade na expansão dos deslocamentos corporativos.
Apesar do crescimento, há variações ao longo do calendário. Os meses de janeiro, julho e dezembro concentram menor volume de viagens, influenciados por períodos de férias e redução de agendas corporativas.
Com o aumento dos custos e da frequência das viagens, cresce também a necessidade de controle financeiro por parte das empresas. A gestão de despesas passa a ter papel estratégico, tanto para evitar desperdícios quanto para garantir previsibilidade nos orçamentos.
O avanço das viagens corporativas sinaliza uma mudança no comportamento das empresas, que buscam equilibrar eficiência digital com a necessidade de presença física em negociações e relacionamentos profissionais.
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