Saúde • 09:50h • 16 de outubro de 2026
Gazya recebe autorização da Anvisa para tratar casos moderados e graves de lúpus
Medicamento Gazya recebeu autorização para tratar adultos com lúpus eritematoso sistêmico ativo moderado a grave, ampliando as alternativas para pacientes que continuam apresentando sintomas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Anvisa | Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Gazya (obinutuzumabe), destinado ao tratamento de adultos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo moderado a grave, positivos para autoanticorpos e que já utilizam o tratamento padrão. A decisão foi divulgada na última terça-feira (13) e representa uma nova alternativa para pacientes que continuam apresentando atividade da doença apesar das terapias disponíveis.
O lúpus é uma doença autoimune crônica na qual o sistema imunológico passa a atacar tecidos do próprio organismo, provocando inflamações que podem comprometer diferentes órgãos. Entre as regiões mais afetadas estão a pele, as articulações, os rins, o sangue e o sistema nervoso central. Em situações mais graves, a condição pode provocar danos permanentes e comprometer significativamente a qualidade de vida.
O obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal que atua sobre os linfócitos B, células do sistema imunológico envolvidas na produção de autoanticorpos associados à doença. O medicamento promove a redução prolongada dessas células, buscando controlar a atividade inflamatória.
Novo tratamento pode diminuir crises da doença
Segundo a Anvisa, os benefícios demonstrados para a nova indicação incluem redução da atividade do lúpus, menor ocorrência de exacerbações, conhecidas como crises ou surtos, e diminuição sustentada da exposição a corticosteroides.
Esses medicamentos são frequentemente utilizados para controlar a inflamação, mas seu uso contínuo pode provocar efeitos adversos importantes, especialmente em tratamentos prolongados.
Embora existam terapias convencionais e biológicas para o lúpus, parte dos pacientes continua apresentando sintomas persistentes, crises recorrentes ou necessidade de doses contínuas de corticoides. A nova indicação amplia as possibilidades de tratamento para esse grupo, conforme avaliação e prescrição médica.
A autorização foi formalizada pela Resolução RE nº 3.970/2026, publicada no Diário Oficial da União.
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