Economia • 14:50h • 09 de julho de 2026
Genéricos seguem mais baratos, mas pesquisa mostra diferenças de preço de até 332% entre farmácias
Levantamento foi realizado em Presidente Prudente e outras 10 cidades paulistas; genéricos custam, em média, 61,7% menos que os medicamentos de referência
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria de Imprensa do Procon | Foto: Âncora1
Um levantamento do Procon-SP revelou que um mesmo medicamento genérico pode custar até 331,9% mais caro dependendo da farmácia em Bauru. A pesquisa reforça a importância de pesquisar preços antes da compra, já que a economia pode chegar a dezenas ou até centenas de reais no mesmo produto.
O estudo foi realizado entre os dias 18 e 19 de maio em oito drogarias da cidade. Ao todo, foram analisados 72 medicamentos, sendo 36 de referência e 36 genéricos.
Diferença passa de R$ 49 no mesmo medicamento
O maior exemplo encontrado foi o Tadalafila 5 mg, caixa com 30 comprimidos. O medicamento genérico foi encontrado por preços entre R$ 14,99 e R$ 64,75, uma variação de 331,9%.
Entre os medicamentos de referência, o destaque foi o Cialis 5 mg, também com 30 comprimidos, vendido entre R$ 131,99 e R$ 305,84, diferença de 131,7%.
Segundo o Procon-SP, considerando todos os produtos pesquisados, os medicamentos genéricos custam, em média, 61,7% menos que os de referência.
Pesquisa também inclui Presidente Prudente
Além de Bauru, o levantamento foi realizado em 11 municípios paulistas, incluindo Presidente Prudente, Araçatuba, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo, São Vicente e Sorocaba.
Ao todo, equipes do Procon-SP visitaram 74 estabelecimentos físicos, além de analisar preços em dez sites de farmácias.
Consumidor deve consultar preço máximo e comparar ofertas
O Procon lembra que os preços podem variar conforme políticas comerciais das drogarias, promoções, canais de venda e até entre unidades da mesma rede.
Antes da compra, a orientação é consultar a Lista de Preços Máximos ao Consumidor (PMC), disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também nas farmácias.
Além da pesquisa de preços, o consumidor deve:
- Conferir lote, validade e data de fabricação do medicamento;
- Verificar se o produto possui registro no Ministério da Saúde;
- Consultar programas públicos que oferecem medicamentos gratuitos ou com desconto;
- Verificar benefícios de planos de saúde e programas de fidelidade das drogarias.
Segundo o Procon-SP, pesquisar preços continua sendo uma das formas mais eficazes de economizar sem comprometer a segurança no uso dos medicamentos. Acesse a cartilha sobre medicamentos: aqui.
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