Responsabilidade Social • 08:58h • 28 de abril de 2026
Governo de SP distribui guias de orientação e reforça ações de prevenção a incêndios florestais
Estado reforça capacitação, fiscalização e estrutura para reduzir riscos antes da estiagem
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1
O Governo de São Paulo iniciou a distribuição gratuita de 2 mil exemplares de um guia com orientações sobre prevenção e combate a incêndios florestais, como parte das ações da fase amarela da Operação SP Sem Fogo. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), antecede o período mais crítico da estiagem e reforça a preparação em todo o estado.
O material será entregue a produtores rurais, gestores de áreas naturais, prefeituras e comunidades próximas a regiões com vegetação, especialmente nas áreas mais vulneráveis. O objetivo é orientar sobre medidas preventivas e procedimentos adequados em caso de incêndio.
O guia reúne recomendações práticas para o dia a dia no campo, como manutenção de aceiros, monitoramento de áreas de risco, atenção às condições climáticas e articulação com vizinhos e órgãos públicos. Também traz instruções sobre como agir durante e após incêndios, incluindo acionamento das autoridades e registro de danos.
Entre as orientações, o material reforça atitudes essenciais para evitar queimadas, como não utilizar fogo para limpeza de terrenos, evitar fogueiras próximas à vegetação e denunciar práticas ilegais, como a soltura de balões. A versão digital do guia também está disponível no site da Semil.
Durante a fase amarela, que ocorre entre abril e maio, o foco está na prevenção e no planejamento. As ações incluem treinamento de equipes, revisão de planos de contingência, mobilização de atores locais e campanhas de conscientização da população.
A Semil também ampliou a capacitação com um curso gratuito on-line sobre prevenção e combate a incêndios florestais, com cerca de 11 horas de duração e certificação. Além disso, oficinas regionais, realizadas em parceria com a Defesa Civil, reúnem representantes municipais e órgãos ambientais para alinhar estratégias e preparar equipes para o período mais seco do ano.
Outra frente de atuação é a intensificação da fiscalização preventiva no entorno de unidades de conservação prioritárias. As ações incluem vistorias em propriedades rurais, notificação de concessionárias de rodovias e atividades de orientação junto às comunidades locais, com base em estudos técnicos e demandas dos gestores dessas áreas.
A Fundação Florestal também reforçou a estrutura de prevenção e combate, com a contratação de 243 brigadistas temporários para atuação em unidades de conservação e áreas protegidas. Esses profissionais passam por treinamento específico e atuam nos meses de maior incidência de queimadas.
Além do reforço humano, o estado investiu na ampliação da frota, com a aquisição de 25 novas viaturas, e em equipamentos como tratores para manutenção de aceiros. Também estão previstas ações de queima prescrita — técnica controlada para reduzir o material combustível e evitar incêndios de grande proporção.
O monitoramento contínuo por satélites permite a identificação rápida de focos de calor, com envio de alertas em tempo real. Ferramentas de inteligência também auxiliam na previsão do comportamento do fogo e no planejamento das equipes.
Os resultados mais recentes indicam a eficácia das medidas preventivas. Em 2025, São Paulo registrou a maior redução da história no índice de queimadas, com queda de 91% na área atingida em unidades de conservação e redução de 50% no número de focos de incêndio durante o período de estiagem, em comparação com o ano anterior.
Ao longo de 2024, a operação já havia ampliado suas ações, com eventos de capacitação que alcançaram cerca de 2.600 participantes e envolveram centenas de municípios. Também foram realizadas centenas de autuações por uso irregular do fogo, além da implementação de quilômetros de aceiros para fortalecer a prevenção.
A Operação SP Sem Fogo reúne diversos órgãos estaduais, como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Fundação Florestal e Cetesb, além de prefeituras e concessionárias. A estratégia é estruturada em fases ao longo do ano, com foco em prevenção, preparação e resposta, buscando reduzir os impactos ambientais, proteger a biodiversidade e garantir mais segurança à população durante o período de estiagem.
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