Segurança Pública • 14:51h • 26 de junho de 2025
Governo de SP e Justiça firmam parceria para monitorar presos que violam a ‘saidinha’
Acordo permite que policiais registrem a infração e notifiquem o Judiciário em tempo real; quase 140 foram recapturados
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
Uma parceria entre as Secretarias da Segurança Pública (SSP), Administração Penitenciária (SAP) e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) permite que policiais militares ou penais enviem digitalmente relatórios de presos em saída temporária que desrespeitam as regras impostas pela Justiça.
Durante a última “saidinha”, entre 17 e 23 de junho, 1.043 detentos foram flagrados descumprindo condições como evitar bares, brigas, uso de drogas, circular à noite ou sair da área autorizada. Nesses casos, a Polícia Militar registra a infração no Terminal Portátil de Dados (TPD) e envia o relatório em tempo real ao TJ-SP. A SAP monitora os presos com tornozeleira eletrônica.
Com os dados, os juízes têm até 24 horas para decidir se o benefício será mantido. Desde então, 344 benefícios foram revogados, e 137 detentos foram recapturados pela PM. Os demais seguem foragidos.
Segundo o tenente-coronel Rodrigo Vilardi, responsável pelo projeto, a medida busca reduzir a reincidência e aumentar a efetividade da fiscalização. “Todos os casos são analisados pela Justiça, que pode determinar a volta do preso ao regime fechado”, afirmou.
Mais de 30 mil presos receberam o benefício da saída temporária em São Paulo. As regras incluem não frequentar locais proibidos, não usar drogas e cumprir horários e limites territoriais.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos