Responsabilidade Social • 08:22h • 12 de fevereiro de 2026
Governo de SP e Sabesp analisam tecnologias na Europa para enfrentar a escassez hídrica
Objetivo é aprofundar o conhecimento sobre sistemas e tecnologias disponíveis para a reciclagem de águas residuais, que são opção para reforçar resiliência hídrica em São Paulo no médio e longo prazo
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Uma comitiva formada por representantes do Governo de SP, agência reguladora e empresas de saneamento e meio ambiente iniciaram nesta segunda-feira (9) uma visita técnica por três países europeus. O objetivo é conhecer novas tecnologias sobre aproveitamento de resíduos da coleta e tratamento de esgoto e sistemas de produção de água de reúso, e avaliar a utilização dessas tecnologias para aumentar a resiliência hídrica no Estado de São Paulo.
Participam dessa comitiva a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp), da Cetesb, a agência ambiental do Estado, e da Sabesp.
A primeira parada foi em Dublin, na Irlanda, onde a comitiva visitou uma estação de tratamento da Irish Water: a Ringsend Wastewater Treatment Plant, maior do país, para conhecer tecnologias que ampliam a eficiência das estações de tratamento de esgoto, reduzindo o tempo de tratamento e a qualidade do serviço, e ampliando o aproveitamento dos resíduos. A introdução da tecnologia Ephyra em Ringsend, por exemplo, gerou um aumento expressivo na produção de biogás a partir do lodo de esgoto, além de potencializar a capacidade de tratamento sem necessidade de ampliação das instalações.
“As tecnologias escolhidas pela Sabesp para a modernização e ampliação das Estações de Tratamento de Esgotos Barueri e São Miguel reforçam uma visão inovadora do saneamento, com a efetiva implantação de uma rota de economia circular. As tecnologias escolhidas maximizam a produção de biogás, ampliando o uso de energia renovável. A secagem do lodo reduz significativamente o volume a ser transportado para destinação final com menos caminhões, menor emissão de gás carbônico e ganhos ambientais relevantes”, explica Marcel Costa Sanches, diretor de Planejamento e Projetos de Engenharia da Sabesp.
De lá, a comitiva segue para a Inglaterra, onde conhecerão as tecnologias utilizadas pela UK Bioresources & Anglian Water. Eles visitarão Colchester, no leste da Inglaterra, uma das regiões com maior índice de escassez hídrica do Reino Unido. Lá, o Colchester Water Recycling Centre está sendo preparado para suprir 24% da demanda da cidade com águas residuais recicladas. “A reciclagem de água é um caminho utilizado mundialmente, que não podemos desprezar. A construção da resiliência hídrica de um estado tão populoso quanto São Paulo passa pela adoção de diferentes medidas, que juntas sustentarão o crescimento do nosso estado no médio e longo prazo”, enfatiza Natália Resende.
“O cenário de mudanças climáticas reforça a necessidade de diversificação da matriz hídrica, que é um pilar estruturante da estratégia da Sabesp para assegurar resiliência e segurança hídrica no longo prazo”, afirma Samanta Souza, Diretora Executiva de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Sabesp.
Por fim, a comitiva paulista seguirá para Barcelona, na Espanha, onde fará uma visita à Estação de Tratamento de Água Sant Joan Despí e reunião com executivos locais para discutir estratégias em situações de escassez hídrica. No dia seguinte, conhecerão uma Estação Depuradora de Águas Residuais (EDAR) e uma Estação de Regeneração de Águas.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos