• Curso gratuito propõe novas formas de ensinar arte na educação infantil
  • Ranking do LinkedIn revela as 25 empresas que mais fazem carreira avançar no Brasil em 2026
  • Compras em Assis podem render um Dia de Rainha para mães na campanha da ACIA
  • Maracaí abre inscrições para Frente de Trabalho com vagas a partir de maio
Novidades e destaques Novidades e destaques

Mundo • 12:06h • 21 de maio de 2025

Gripe Aviária no Brasil: como o vírus cruzou continentes e chegou até aqui; entenda

Com aves migratórias como principal vetor, vírus altamente contagioso se espalha por rotas naturais, comércio internacional e ações humanas, exigindo vigilância constante para proteger granjas e a economia

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Foto: Divulgação

Gripe aviária: entenda como o vírus se espalha pelo mundo e ameaça o Brasil
Gripe aviária: entenda como o vírus se espalha pelo mundo e ameaça o Brasil

Com a confirmação recente de um caso de gripe aviária no Brasil, acendeu-se o alerta não apenas para o setor agropecuário, mas também para a saúde pública e a economia nacional. Embora a transmissão para humanos seja extremamente rara e o consumo de carne e ovos não represente risco, o impacto da doença vai muito além da questão sanitária, envolve riscos ao abastecimento interno, às exportações e à confiança nos protocolos de biossegurança.

A influenza aviária, causada pelo vírus do tipo A da família Orthomyxoviridae, é altamente contagiosa entre aves. Mas como um vírus que nasce em um continente pode atravessar o mundo e atingir granjas comerciais brasileiras?

Aves migratórias: o principal vetor natural

A resposta começa pelo céu. Espécies migratórias como gansos, patos selvagens e cisnes percorrem milhares de quilômetros anualmente entre Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul. Muitas dessas aves são portadoras assintomáticas do vírus, ou seja, carregam e eliminam o vírus sem adoecer.

Durante o trajeto, pousam em lagos, rios e zonas úmidas, muitas vezes próximas a áreas agrícolas e, por meio das fezes, saliva ou secreções nasais, acabam contaminando ambientes e outras aves, inclusive domésticas. Foi dessa forma que a cepa H5N1, surgida na Ásia nos anos 1990, cruzou oceanos e chegou à Europa, África e, mais recentemente, à América do Sul, incluindo Chile, Peru e agora o Brasil.


Comércio internacional e falhas de biossegurança

Outro fator importante é o comércio internacional de aves vivas, ovos e produtos de origem avícola. O transporte entre países exige protocolos sanitários rigorosos. No entanto, em locais com fiscalização precária, o risco de introdução de vírus em novos territórios aumenta consideravelmente.

Equipamentos, veículos e até roupas de trabalhadores podem também ser meios indiretos de transmissão, transportando partículas virais entre granjas, regiões e até estados. Uma simples falha de desinfecção pode ser suficiente para iniciar uma cadeia de contágio.

Contaminação por partículas e vento em curtas distâncias

Ainda que o vento não leve o vírus por grandes distâncias, ele pode espalhá-lo em áreas de alta concentração avícola, como regiões com várias granjas próximas. Partículas em suspensão, especialmente em ambientes com pouca biossegurança, representam um risco adicional.

Por que isso importa?

O impacto econômico de um surto é imediato: países importadores suspendem compras, granjas inteiras podem ser sacrificadas e há perdas significativas de produção. Mesmo que o consumo humano de carne de frango e ovos não ofereça risco quando devidamente preparado, a simples presença do vírus no território nacional gera retração nos mercados internacionais.

O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, precisa reforçar barreiras sanitárias e o monitoramento de aves silvestres, além de manter protocolos rígidos nas granjas. A vigilância contínua e a pronta resposta são as maiores aliadas para evitar que a doença comprometa a segurança alimentar, o setor produtivo e a saúde ambiental.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 18:28h • 30 de abril de 2026

De invisíveis a símbolo nacional: mulheres pedreiras ganham selo e espaço na história

Correios homenageiam profissionais que avançam em um dos setores mais masculinos do país

Descrição da imagem

Saúde • 17:33h • 30 de abril de 2026

Dançar reduz ansiedade, melhora o humor e pode ser aliado direto da saúde mental

Estudos apontam queda do estresse e fortalecimento emocional com a prática, que também amplia vínculos sociais

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:03h • 30 de abril de 2026

Sexta de feriado em Assis terá programação completa na Vila Agro com show às 20h

Evento nesta sexta-feira (1º) reúne feira, gastronomia e show acústico no espaço da Ceagesp

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 16:41h • 30 de abril de 2026

Ecoturismo sem regra pode estressar animais e degradar áreas naturais

Especialistas alertam que visitação descontrolada afeta fauna, flora e equilíbrio ambiental

Descrição da imagem

Educação • 16:06h • 30 de abril de 2026

Professor da FEMA leva pesquisas de Assis a congresso internacional na Suécia

Estudos desenvolvidos com estudantes são apresentados em evento que reúne especialistas de vários países

Descrição da imagem

Mundo • 15:35h • 30 de abril de 2026

Sem perícia presencial, INSS passa a decidir benefício só com atestado e aumenta risco de negativa

Novo modelo digital exige documentos mais completos e detalhados para comprovar incapacidade

Descrição da imagem

Educação • 15:03h • 30 de abril de 2026

Curso gratuito propõe novas formas de ensinar arte na educação infantil

Formação online do Itaú Social tem 20 horas, certificação e foco em diversidade cultural e equidade racial nas escolas

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 14:48h • 30 de abril de 2026

Onde o grão vira história: a força da Rota do Café Paulista

O café é um pilar fundamental para a economia paulista, combinando produção agrícola de alto valor, forte base industrial, papel central na exportação e grande impacto no turismo regional do Estado

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar