• Déjà-vu: por que o cérebro faz você sentir que já viveu uma situação que nunca aconteceu?
  • Expedição encontra sapo de apenas 2 centímetros e possíveis novas espécies na Amazônia
  • Feira do Empreendedor terá microcrédito de até R$ 21 mil e serviços gratuitos em São Paulo
  • Fez uma biópsia? Entenda o que acontece com o material coletado até chegar ao diagnóstico
  • FEMA promove congresso de saúde com três dias de palestras e workshops em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 10:24h • 03 de julho de 2026

Água potável: tecnologia usa fibras recicladas para captar umidade do ar

Pesquisadores desenvolveram sistema capaz de gerar até 6 litros de água por dia usando células de um material oriundo do reaproveitamento de resíduos têxteis

Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Arquivo Âncora1

O processo como um todo baseia-se no conceito de economia circular, que transforma resíduos em recursos.
O processo como um todo baseia-se no conceito de economia circular, que transforma resíduos em recursos.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em parceria com o Instituto Granado de Tecnologia da Poliacrilonitrila (IGTPAN), desenvolveram um sistema capaz de produzir água potável a partir da umidade do ar utilizando um polímero superabsorvente fabricado com resíduos têxteis reciclados. A tecnologia emprega módulos chamados hidrocélulas, que capturam o vapor de água presente na atmosfera e, posteriormente, o transformam em água líquida por meio de aquecimento moderado.

Em testes realizados ao longo de quase um ano, o protótipo produziu entre 4 e 6 litros de água por dia com baixo consumo de energia. Segundo os pesquisadores, a solução pode representar uma alternativa para o abastecimento em regiões áridas e semiáridas, onde o acesso à água depende de infraestrutura cara ou de processos de alto consumo energético, como a dessalinização.

O sistema utiliza um polímero denominado PANSAP, produzido a partir da reciclagem de fibras de poliacrilonitrila, conhecidas como fibras acrílicas e amplamente utilizadas pela indústria têxtil. Após um processo químico, o material torna-se altamente higroscópico, com capacidade de captar grandes quantidades de umidade do ar e liberá-la posteriormente na forma de água.

Além de aproveitar resíduos têxteis que normalmente seriam descartados, o processo também recupera o amoníaco gerado durante a fabricação do polímero, convertendo-o em fosfato de amônio, fertilizante utilizado na agricultura. A estratégia reduz a geração de resíduos e segue princípios da economia circular.

Os pesquisadores destacam ainda que o material apresenta custo muito inferior ao de outras tecnologias estudadas para extração de água do ar, como os chamados MOFs (estruturas metal-orgânicas), considerados eficientes, mas de produção elevada e difícil aplicação em larga escala.

O funcionamento do sistema ocorre em duas etapas: primeiro, o ar passa pelas placas contendo o polímero, que retêm a umidade; depois, essas placas são aquecidas entre 55 °C e 80 °C para liberar o vapor, que é condensado e coletado como água líquida. Os testes mostraram que temperaturas moderadas preservam o material e garantem uma água sem odor ou sabor indesejado.

As análises laboratoriais indicaram que a água produzida apresenta alto grau de pureza, com ausência de contaminantes orgânicos detectáveis e níveis mínimos de amônia, inferiores aos limites internacionais de segurança. Por ser praticamente desmineralizada, os pesquisadores recomendam a adição posterior de sais minerais, procedimento semelhante ao realizado em sistemas de dessalinização.

Outra vantagem é a possibilidade de operar o equipamento com energia solar. No protótipo, um sistema híbrido combinou aquecimento elétrico, radiação solar e painéis fotovoltaicos, permitindo funcionamento autônomo em locais sem acesso à rede elétrica.

Os testes também demonstraram elevada durabilidade do polímero, que manteve seu desempenho por mais de 2.500 ciclos de captação e liberação de água. Com isso, a vida útil estimada do sistema supera dez anos, dependendo das condições de uso.

A tecnologia possui estrutura modular, o que permite ampliar facilmente sua capacidade de produção. Uma unidade equipada com cerca de 10 quilos do material adsorvente produz aproximadamente seis litros de água por dia, enquanto conjuntos maiores podem atender pequenas comunidades. A próxima etapa do projeto será um teste de campo em Lima, no Peru, onde moradores convivem com escassez hídrica e dependem de sistemas artesanais de captação de neblina e de caminhões-pipa para o abastecimento.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 18:22h • 18 de outubro de 2026

Déjà-vu: por que o cérebro faz você sentir que já viveu uma situação que nunca aconteceu?

Sensação de familiaridade com momentos inéditos já foi experimentada por cerca de 74% das pessoas saudáveis; especialista explica quando o fenômeno merece atenção

Descrição da imagem

Variedades • 17:10h • 18 de outubro de 2026

O que acontece quando um jornalista decide ficar uma semana longe do barulho do mundo?

Em plena disputa eleitoral de 2026, decidi passar uma semana sem acessar minhas redes sociais pessoais, acompanhar a televisão aberta ou consumir notícias políticas

Descrição da imagem

Esporte • 16:16h • 18 de outubro de 2026

Brasil disputará Mundial de vôlei em país onde uma partida universitária reuniu 92 mil torcedores

Competição feminina reunirá 32 seleções nos Estados Unidos e no Canadá, com três vagas olímpicas em disputa; modelo universitário americano se destaca pela formação de atletas

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 15:42h • 18 de outubro de 2026

Expedição encontra sapo de apenas 2 centímetros e possíveis novas espécies na Amazônia

Pesquisadores exploraram a serra do Aracá, no Amazonas, durante 19 dias e identificaram lagartos, cobras e anfíbios que podem representar novas descobertas científicas

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 14:35h • 18 de outubro de 2026

Feira do Empreendedor terá microcrédito de até R$ 21 mil e serviços gratuitos em São Paulo

Evento acontece de 19 a 22 de outubro, na capital paulista, com orientações sobre financiamento, qualificação profissional, formalização de artesãos e oportunidades de emprego

Descrição da imagem

Mundo • 14:04h • 18 de outubro de 2026

Mais descanso, novas contratações e custos maiores: o que muda com o fim da escala 6x1

Mudança promulgada pelo Congresso reduz jornada de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e exige adaptação de setores que dependem de funcionamento contínuo

Descrição da imagem

Responsabilidade Social • 13:23h • 18 de outubro de 2026

Startup cria 35 mil endereços digitais em comunidades brasileiras e disputa prêmio nacional de inovação social

Tecnologia desenvolvida pela naPorta já alcançou 100 comunidades em sete estados e busca facilitar entregas e acesso a serviços; vencedores serão anunciados em novembro

Descrição da imagem

Ciência e Tecnologia • 13:01h • 18 de outubro de 2026

Fez uma biópsia? Entenda o que acontece com o material coletado até chegar ao diagnóstico

Médico patologista analisa tecidos e células para identificar doenças, incluindo alterações benignas, inflamatórias e câncer; resultado pode orientar a escolha do tratamento

As mais lidas do mês

Política

Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar

Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos