Cultura e Entretenimento • 19:23h • 14 de janeiro de 2026
Henri Castelli sofre convulsão no BBB e episódio expõe erros comuns em primeiros socorros
Especialistas alertam que tentar segurar a língua é incorreto e explicam por que medicamentos intranasais são mais eficazes em crises convulsivas
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Onix Press | Foto: Divulgação/TV Globo
O ator Henri Castelli sofreu uma crise convulsiva durante a Prova do Líder do Big Brother Brasil, na noite de terça-feira (13), e precisou de atendimento médico imediato. Segundo a TV Globo, ele passa bem. O episódio, porém, chamou atenção não apenas pela situação em si, mas pela forma como os demais participantes tentaram prestar socorro.
Durante a crise, alguns colegas tentaram segurar a língua do ator, prática considerada incorreta por médicos. Especialistas explicam que, em episódios convulsivos, não se deve forçar a abertura da boca nem tentar conter movimentos, pois isso pode causar ferimentos, fraturas dentárias ou até sufocamento.
A médica brasileira Mariana Maciel, especialista em medicina canábica e à frente de uma biofarmacêutica canadense, explica que o correto é proteger a pessoa de quedas, afastar objetos ao redor e aguardar o fim da crise. “É um momento delicado. Tentar mobilizar o paciente ou colocar objetos na boca pode causar lesões graves”, afirma.
Outro ponto destacado pelos especialistas é a importância da rapidez na administração do medicamento adequado. Em crises convulsivas, o próprio paciente não consegue se medicar, o que torna fundamental o uso de formatos que permitam aplicação por terceiros, sem riscos adicionais.
Convulsão de Henri Castelli no BBB expõe erros comuns em primeiros socorros | Foto: Divulgação/TV Globo
Medicação de uso intranasal
Nesse contexto, medicamentos de uso intranasal vêm ganhando espaço por apresentarem absorção mais rápida do que vias orais. Segundo a médica, a mucosa nasal tem alta capacidade de absorção, permitindo que o princípio ativo atue quase imediatamente, o que ajuda a reduzir o tempo da crise e, consequentemente, o risco de sequelas neurológicas.
“A aplicação intranasal evita a necessidade de abrir a boca do paciente, o que é um risco durante uma convulsão. Além disso, o efeito é rápido e pode se estender por várias horas”, explica. Esse tipo de tecnologia é utilizado não apenas em casos de epilepsia, mas também em tratamentos de condições neurológicas como Alzheimer, Parkinson e dor crônica, sempre sob prescrição médica.
Medicamentos administrados por via oral, como óleos ou comprimidos, costumam depender de condições específicas, como alimentação prévia e tempo maior de metabolização. Já o intranasal é considerado funcional em situações de emergência, justamente por dispensar essas etapas.
Especialistas reforçam que, quanto menor o tempo da crise convulsiva, menor tende a ser o impacto sobre o sistema nervoso. Por isso, informação correta sobre primeiros socorros e acesso a tratamentos adequados são fatores decisivos para a segurança do paciente.
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