Saúde • 13:13h • 12 de fevereiro de 2026
Home office melhora qualidade de vida, mas 43% relatam falta de suporte emocional
Estudo da HUG mostra que trabalho remoto se consolidou como diferencial competitivo em 2025, mas falta apoio corporativo para bem-estar
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
O trabalho remoto elevou a qualidade de vida de 67,7% dos profissionais em 2025, segundo levantamento da HUG, empresa especializada na curadoria e alocação de profissionais de comunicação. A pesquisa aponta que o home office se consolidou como modelo preferencial para a maioria dos trabalhadores, mas também revela lacunas importantes no suporte oferecido pelas empresas, especialmente na área de saúde mental.
De acordo com o estudo, 23,1% dos respondentes relatam efeitos mistos, com ganhos associados a desafios como isolamento social e excesso de jornada. Apenas 9,2% descrevem impactos predominantemente negativos.
Para Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG, o home office deixou de ser benefício temporário e passou a integrar a estratégia de atração e retenção de talentos. Segundo ele, profissionais avaliam hoje não apenas o salário, mas também flexibilidade, autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Apesar da percepção positiva, 43,3% dos entrevistados afirmam não receber nenhum tipo de apoio corporativo voltado à saúde física ou mental. Apenas 34,3% dizem contar com políticas estruturadas, enquanto 22,4% avaliam que o suporte é parcial.
Saúde mental em alerta
O levantamento também indica que 83,6% dos profissionais relataram ao menos um sintoma psicológico no último ano, entre eles ansiedade, dificuldade de concentração, burnout, insônia, isolamento social ou depressão.
A ansiedade lidera as queixas, citada por 51,5% dos respondentes. Em seguida aparecem dificuldade de concentração, com 47%, e sensação de exaustão ou burnout, com 39,6%.
Segundo Raquel Nunes, especialista em Recursos Humanos na HUG, a flexibilidade proporcionada pelo home office precisa ser acompanhada de políticas estruturadas de cuidado emocional. Para ela, a ausência de apoio pode gerar profissionais isolados, exaustos e menos produtivos.
O estudo mostra ainda que 50% dos profissionais pagam do próprio bolso por acompanhamento psicológico. Apenas 11,9% contam com terapia custeada pela empresa. Outros 26,1% afirmam que já fizeram terapia, mas interromperam o tratamento, e 11,9% nunca buscaram apoio psicológico.
Modelo remoto como estratégia de mercado
Os dados dialogam com o modelo adotado pela própria HUG, que prioriza formatos remotos ou híbridos. Segundo levantamento interno da empresa, os salários nas vagas intermediadas chegam a ser até 20% superiores aos valores usuais do setor.
A empresa atua com curadoria, seleção e desenvolvimento de profissionais para posições temporárias ou fixas, com foco em marketing e comunicação. A maioria das vagas atualmente é remota ou híbrida, e o prazo médio de contratação varia entre 18 e 25 dias, com expectativa de redução para até 12 dias em 2026, com processos seletivos mais ágeis.
Entre 2024 e 2025, empresas como Grupo Boticário, McCain, Grupo La Moda e Kwai adotaram modelos alternativos de recrutamento com apoio da HUG. No caso do Grupo Boticário, houve contratações distribuídas por 50 áreas, movimentando R$ 18,2 milhões em salários, além da formalização de 12 profissionais que atuavam via consultorias externas.
Segundo a empresa, o índice de retenção registrado foi de 96%, com apenas duas reposições a cada 50 vagas preenchidas.
O cenário indica que o home office permanece como elemento estratégico na disputa por talentos, mas que a sustentabilidade do modelo depende da construção de políticas efetivas de suporte à saúde mental e ao desenvolvimento contínuo dos profissionais.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos