Economia • 13:45h • 01 de fevereiro de 2026
IBPT alerta que 2026 deve ter o maior custo de conformidade da história
Com fase de testes da Reforma Tributária, empresas enfrentarão duplo sistema, split payment e incertezas no setor de serviços, segundo o instituto
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da NA Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
O Brasil deve enfrentar em 2026 o maior custo de conformidade tributária já registrado, segundo análise do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Luiz do Amaral, e considera os efeitos da fase de testes da Reforma Tributária, iniciada em janeiro, que inaugura um período de convivência simultânea entre o sistema atual de impostos e o novo modelo.
A partir deste mês, as empresas passaram a apurar tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS ao mesmo tempo em que recolhem uma alíquota de teste de 1%, referente à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal, e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência estadual e municipal. Esse cenário, segundo o IBPT, cria um ambiente operacional mais complexo e oneroso.
De acordo com Amaral, o primeiro grande desafio de 2026 será o chamado duplo sistema. Na avaliação do instituto, a transição não representa apenas a substituição de um modelo por outro, mas a obrigação de manter duas estruturas fiscais funcionando simultaneamente. Isso envolve investimentos em novos softwares, capacitação de equipes e acompanhamento constante para evitar erros e riscos de bitributação.
O segundo ponto crítico apontado é a implementação do split payment. O modelo prevê o recolhimento automático do tributo no momento da transação bancária, alterando de forma significativa o fluxo de caixa das empresas. O IBPT alerta que negócios que não se adaptarem rapidamente à nova lógica de gestão financeira podem enfrentar problemas de liquidez já no primeiro semestre de 2026.
O terceiro desafio está concentrado no setor de serviços. Segundo o instituto, a nova sistemática de créditos tributários coloca pressão adicional sobre um segmento que é o maior empregador do país. Diante do novo cenário, as empresas de serviços terão de decidir entre absorver o aumento da carga tributária ou repassá-lo integralmente ao consumidor final, o que pode afetar preços e competitividade.
Período de transição
Para apoiar empresas e profissionais de imprensa durante a transição, o IBPT informa que intensificou o uso de sua base de dados e de algoritmos de Inteligência Fiscal. A proposta é ampliar a transparência dos números e reduzir a assimetria de informação gerada pela complexidade técnica da Reforma Tributária.
Na avaliação de Amaral, a reforma é considerada necessária, mas o ano de 2026 tende a impor um custo operacional elevado. Segundo ele, o sucesso na travessia desse período dependerá do uso de tecnologia, planejamento e acesso a informações precisas, especialmente para evitar impactos financeiros decorrentes da burocracia do sistema em teste.
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