Mundo • 11:23h • 27 de julho de 2025
Idosos que usam internet crescem quase quatro vezes em oito anos
Número passou de 6,5 milhões para 24,5 milhões, mostra IBGE
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Arquivo Âncora1
Entre 2016 e 2024, o número de idosos com acesso à internet no Brasil saltou de 6,5 milhões para 24,5 milhões, um aumento de 278%. Em termos proporcionais, isso representa uma elevação de 44,8% para 69,8% na taxa de uso entre pessoas com 60 anos ou mais. Ou seja, quase sete em cada dez idosos brasileiros passaram a usar a rede em 2024.
Os dados fazem parte do suplemento de tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado pelo IBGE na última quinta-feira (24). A pesquisa, realizada no último trimestre de 2024, ouviu moradores sobre os hábitos nos 90 dias anteriores à coleta.
O analista Gustavo Geaquinto Fontes destaca que o crescimento entre os idosos é constante, ainda que esse grupo continue sendo o que menos acessa a internet. Um dos principais fatores para essa expansão é a presença cada vez maior da internet no cotidiano, com serviços bancários, comunicação e informações disponíveis online. Segundo a pesquisa, 87,9% dos idosos conectados usavam a internet diariamente.
No total, 168 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais acessaram a internet em 2024, o equivalente a 89,1% da população dessa faixa etária. A tendência tem sido de crescimento contínuo: em 2016, essa proporção era de 66,1%, chegando a 84,7% em 2021, 88% em 2023 e alcançando o patamar atual em 2024.
A pesquisa revela que 95,2% dos usuários acessam a rede todos os dias, enquanto apenas 0,6% o fazem menos de uma vez por semana. O celular é o principal meio de conexão, usado por 98,8% dos internautas.
Com o avanço da tecnologia, o uso do computador caiu de 63,2% em 2016 para 33,4% em 2024. Em contrapartida, o acesso por meio da televisão cresceu de 11,3% para 53,5% no mesmo período.
Nos 80 milhões de domicílios brasileiros, 74,9 milhões (93,6%) tinham acesso à internet em 2024, contra 70,9% em 2016. O rendimento médio por pessoa nos lares com internet era de R$ 2.106, bem acima dos R$ 1.233 registrados nas residências sem conexão. A quase totalidade dos domicílios conectados (99,9%) utilizava banda larga fixa ou móvel.
A pesquisa também evidenciou as disparidades entre áreas urbanas e rurais. Em 2024, 94,7% dos lares urbanos tinham internet, frente a 84,8% dos rurais. Considerando as pessoas individualmente, o uso da internet no campo cresceu de 33,9% em 2016 para 81% em 2024. Na cidade, o índice passou de 71,4% para 90,2%. Segundo Fontes, parte do acesso rural ocorre fora de casa, como em escolas ou espaços comunitários.
Outro destaque do levantamento foi o crescimento no uso da chamada internet das coisas. Dispositivos inteligentes, como câmeras, lâmpadas e eletrodomésticos conectados, estavam presentes em 18,1% dos domicílios em 2024, frente aos 14,3% registrados em 2022. Nas áreas urbanas, esse percentual chegou a 19,1%, enquanto nas zonas rurais ficou em 8,8%.
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