• Assis entra no circuito nacional e abre pré-venda de “O Diabo Veste Prada 2” no cinema do shopping
  • Deputado propõe proibir venda de cigarro para nascidos a partir de 2009 no Brasil
  • Rua Dom José Lázaro Neves é interditada para obras de revitalização em Assis
Novidades e destaques Novidades e destaques

Responsabilidade Social • 17:04h • 12 de setembro de 2025

Ilhas brasileiras: estudo revela presença de espécies exclusivas

Pesquisa foi publicada pela plataforma Peer Community Journal

Agência Brasil | Foto: Arquivo/Agência Brasil

As mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global reforçam a urgência do avanço desses estudos.
As mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global reforçam a urgência do avanço desses estudos.

Por muitos anos, Galápagos, no Oceano Pacífico, foi conhecida por ser um verdadeiro santuários de espécies únicas, como as tartarugas-gigantes e as iguanas-marinhas. Isso agora pode mudar e ilhas oceânicas brasileiras, como Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo e Trindade, podem passar a dividir o título de mais diversas do planeta.

O estudo Escalas de Endemismo Marinho em Ilhas Oceânicas e o Endemismo Provincial-Insular, publicado na quarta-feira (10) pela plataforma científica Peer Community Journal, destaca a presença massiva de espécies exclusivas e de grande relevância para a ciência nas ilhas oceânicas brasileiras.

“O trabalho de campo tem contribuído para um levantamento mais apurado da nossa biodiversidade. Temos encontrado e descritos muitas novas espécies que são endêmicas, exclusivas das nossas ilhas. E, com isso, a gente observa que as ilhas brasileiras têm uma importância mundial muito grande em relação à proporção dessas espécies endêmicas”, explica o pesquisador da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Hudson Pinheiro, que liderou o estudo.

Junto com a equipe, que conta com diversos pesquisadores do mundo, Pinheiro analisou mais de 7 mil espécies de peixes recifais em 87 ilhas do mundo. E entre as conclusões os pesquisadores revelaram que 40% das espécies são presentes em mais de uma ilha da mesma região, mas não colonizam áreas continentais próximas.

A partir dessa descoberta, o grupo propõe um novo conceito científico de Endemismo Provincial-Insular, que levaria essas espécies a serem consideradas endêmicas. Segundo Pinheiro, o termo traria mais interesse às localidades que não ganharam a fama de serem centros de endemismo e, portanto, atraem menos estudos e iniciativas de conservação.

O pesquisador explica que o mesmo comportamento é tratado pela ciência de forma desigual.

“Por exemplo, a Ilha de Fernando de Noronha tem algumas espécies que só ocorrem ali, mas também tem muitas espécies que ocorrem ali e na Ilha do Atol das Rocas. Ou somente em Fernando de Noronha e na Ilha de São Pedro e São Paulo. Então, elas compartilham algumas espécies que não estavam sendo contadas como endêmicas”, diz.

Vulnerabilidade

Para Pinheiro, esse olhar mais detalhado da ciência sobre as espécies que habitam as ilhas oceânicas, além de permitir uma maior compreensão dos processos evolutivos e ecológicos em ambientes recifais, também permite a descoberta de mais espécies endêmicas.

“As Ilhas oceânicas são locais muito mais difíceis de serem estudadas do que a costa continental, que está aqui mais perto da gente. As Ilhas Oceânicas dependem de expedições científicas e consequentemente acabam tendo menos oportunidades de estudos. Então, corre o risco de algumas espécies já terem sido até mesmo extintas antes de serem descobertas”, afirma.

As mudanças climáticas ocasionadas pelo aquecimento global reforçam a urgência do avanço desses estudos, diz o cientista.

“No continente, com o aquecimento mais intenso ocorrendo nos trópicos, muitas espécies são capazes de migrar para regiões de latitudes mais altas, e, portanto, mais frias. Ou seja, é possível ocorrer uma transição dos ambientes marinhos, ou espécies que conseguem migrar. Mas em ilhas oceânicas, isso não ocorre”, explica.

Cooperação

Para o cientista, essa vulnerabilidade das espécies que habitam as ilhas oceânicas exigem um esforço coletivo que viabilize iniciativas de apoio à pesquisa nessas regiões. Ele explica que os resultados apresentados pelo grupo de cientista só foram possíveis pelo empenho da Marinha do Brasil, com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e organizações sociais que apoiam as pesquisas.

“Ao revelar a riqueza do endemismo nas ilhas brasileiras, reforçamos a urgência de proteger esse patrimônio. Não se trata apenas de evitar que a biodiversidade desapareça, mas de assegurar que o oceano continue a fornecer recursos, regular o clima e inspirar novas soluções para o futuro”, afirma Marion Silva, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.

Outra iniciativa que levou ao avanço das pesquisas nas ilhas brasileiras foi a criação da primeira estação de mergulho científico mesofótico da América Latina, pelo Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (Cebimar USP), que preparou os pesquisadores para a coleta de dados e a observação de ambientes com até 150 metros de profundidade.

“Nosso apoio se baseia na crença de que a ciência, quando aplicada, gera benefícios concretos para a sociedade. As expedições que apoiamos nas ilhas brasileiras nos últimos anos já atualizaram listas de espécies e revelaram novos registros para a ciência”, conclui Marion Silva.

Últimas Notícias

Descrição da imagem

Variedades • 18:33h • 28 de abril de 2026

De curiosidade a intenção de compra: motos elétricas somam 7 milhões de buscas no Brasil

Rio de Janeiro lidera interesse nacional, enquanto Sudeste e Sul concentram a maior parte das pesquisas por mobilidade elétrica

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 17:31h • 28 de abril de 2026

Assis recebe encontro de carros antigos com exposição e shows neste sábado e domingo

Evento acontece nos dias 2 e 3 de maio, com entrada gratuita e programação voltada a toda a família

Descrição da imagem

Gastronomia & Turismo • 17:03h • 28 de abril de 2026

É falso que Turismo vai monitorar dados de turistas; entenda a ficha digital

Nova plataforma foi aprovada pelo Congresso Nacional para modernizar o cadastro de turistas no Brasil, que antes era feito tudo no papel; informações são protegidas por lei e não são acessadas individualmente

Descrição da imagem

Mundo • 16:41h • 28 de abril de 2026

Quase um terço do ano sem ritmo comercial: o risco escondido no calendário de 2026

Calendário com feriados, fins de semana e pontos facultativos reduz janelas de venda e exige mais planejamento para manter receita ao longo do ano

Descrição da imagem

Economia • 16:09h • 28 de abril de 2026

Brasileiro compromete até 80,5% da renda e diferença entre regiões chega a 8,6 pontos

Levantamento mostra que áreas com menor renda são as mais pressionadas no orçamento, com pouca margem para imprevistos

Descrição da imagem

Esporte • 15:35h • 28 de abril de 2026

10º ouro no Brasileiro: Carina Santi transforma título em referência para mulheres dentro e fora do tatame

Atleta amplia legado no jiu-jitsu e reforça movimento que ganha força no interior com cursos de defesa pessoal

Descrição da imagem

Cultura e Entretenimento • 15:03h • 28 de abril de 2026

Assis entra no circuito nacional e abre pré-venda de “O Diabo Veste Prada 2” no cinema do shopping

Sequência de um dos maiores sucessos do cinema chega com estreia simultânea no país e já tem sessões programadas na cidade

Descrição da imagem

Economia • 14:28h • 28 de abril de 2026

Imposto de renda 2026 muda regras e acelera restituições para milhões

Atualizações elevam faixa de obrigatoriedade, reduzem número de lotes e ampliam uso da declaração pré-preenchida

As mais lidas

Ciência e Tecnologia

Paralisação completa do 3I/Atlas intriga cientistas e realinhamento aponta para novo comportamento

Registros confirmados por observatórios independentes em três continentes mostram desaceleração em microetapas, parada total e ajuste direcional incomum, ampliando questionamentos sobre a natureza do visitante interestelar