Saúde • 12:11h • 16 de janeiro de 2026
Importação de canetas para emagrecimento já supera alimentos e eletrônicos
Compras de medicamentos como Ozempic e Mounjaro crescem 88% em um ano e redesenham o comércio exterior brasileiro
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da CFF | Foto: Arquivo/Âncora1
A importação de medicamentos injetáveis para emagrecimento avançou de forma acelerada no Brasil em 2025 e passou a ocupar um espaço inédito na balança comercial. A aquisição de produtos como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,669 bilhão no ano, cerca de R$ 9 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. O valor representa um crescimento de 88% em relação ao ano anterior e reflete a ausência de produção nacional desses fármacos, o que mantém toda a demanda concentrada no mercado externo.
O volume importado já supera o de itens tradicionalmente relevantes no comércio exterior brasileiro, como salmão, smartphones e azeite de oliva, indicando uma mudança estrutural no perfil das compras internacionais ligadas à saúde e ao consumo farmacêutico.
A Dinamarca, sede da Novo Nordisk, permanece como principal fornecedora e respondeu por 44% das importações em 2025, o equivalente a US$ 734,7 milhões. No entanto, o cenário vem mudando rapidamente. Os Estados Unidos, onde está baseada a Eli Lilly, já concentram 35,6% das compras totais, cerca de US$ 593,7 milhões.
Enquanto as importações provenientes da Dinamarca cresceram 7% no período, as originárias dos Estados Unidos saltaram 992%, movimento diretamente associado à expansão do uso do Mounjaro e à consolidação da farmacêutica americana como um dos principais vetores de crescimento do setor no curto prazo.
As projeções para os próximos anos indicam que a tendência deve se intensificar. Um relatório do Itaú BBA estima que o mercado brasileiro, hoje avaliado em cerca de US$ 1,8 bilhão por ano, pode alcançar US$ 9 bilhões, aproximadamente R$ 50 bilhões, até 2030.
No curto prazo, a expectativa é de nova rodada de expansão impulsionada pela quebra da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic. A entrada de versões genéricas tende a reduzir custos, ampliar o acesso e consolidar um dos movimentos mais relevantes da indústria farmacêutica global na década.
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