Economia • 14:28h • 28 de abril de 2026
Imposto de renda 2026 muda regras e acelera restituições para milhões
Atualizações elevam faixa de obrigatoriedade, reduzem número de lotes e ampliam uso da declaração pré-preenchida
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Na Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente aos rendimentos de 2025, apresenta mudanças relevantes para os contribuintes, incluindo novos limites de obrigatoriedade, restituições mais rápidas e ampliação de recursos digitais. As atualizações foram definidas pela Receita Federal por meio da Instrução Normativa nº 2.312/2026. O prazo de entrega começou em 23 de março e segue até 29 de maio, com expectativa de cerca de 44 milhões de declarações.
Quem precisa declarar e o que mudou nos limites
O principal ajuste está no aumento do limite de rendimentos tributáveis que obriga a entrega da declaração, que passou de R$ 33.888,00 para R$ 35.584,00 anuais. Já o teto da receita bruta para atividade rural subiu de R$ 169.440,00 para R$ 177.920,00.
A correção reduz o impacto da inflação sobre a obrigatoriedade, evitando que mais contribuintes sejam incluídos apenas por atualização nominal de renda. Permanecem os demais critérios, como posse de bens acima de R$ 800 mil, rendimentos isentos em patamares elevados ou ganhos de capital.
Para pequenos produtores rurais, o novo limite amplia a faixa de dispensa da declaração, desde que não haja outras condições que obriguem o envio.
Restituição mais rápida e pagamento automático
O calendário de restituições foi reduzido de cinco para quatro lotes, com pagamentos previstos para 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto. A Receita Federal estima que cerca de 80% dos contribuintes devem receber nos dois primeiros lotes, especialmente aqueles que utilizarem a declaração pré-preenchida e indicarem chave Pix vinculada ao CPF.
Outra novidade é a restituição automática para contribuintes que não eram obrigados a declarar, mas têm valores a receber de até R$ 1.000,00. Nesses casos, o pagamento será realizado diretamente em 15 de julho de 2026, desde que o CPF esteja regular e vinculado a uma chave Pix. A medida deve beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas.
Mais tecnologia e menos risco de erro
A declaração pré-preenchida foi ampliada e passa a reunir mais informações automaticamente, incluindo dados de instituições financeiras, empregadores, cartórios, e-Social, Receita Saúde e operações de renda variável. O sistema também traz alertas para inconsistências frequentes, o que reduz o risco de erros e de retenção em malha fina.
Entre os recursos disponíveis, há a possibilidade de informar nome social e dados complementares de forma opcional. Também é necessário atenção a novas exigências, como a declaração de rendimentos provenientes de apostas online, com regras específicas de tributação.
O que muda de verdade para o contribuinte
Apesar das novidades, mudanças estruturais mais profundas, como a ampliação da faixa de isenção para rendas de até R$ 5.000,00 mensais, só terão efeito nas declarações futuras, a partir de 2027.
Neste ano, o avanço está na simplificação do processo, maior integração de dados e aceleração no pagamento das restituições. Para o contribuinte, isso representa menos etapas manuais, mas exige atenção na conferência das informações para evitar inconsistências.
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