Economia • 14:46h • 03 de fevereiro de 2026
Imposto de Renda 2026: o que já pode ser organizado para evitar erros e atrasos na declaração
Mesmo sem o calendário oficial divulgado, contribuintes podem antecipar etapas e reduzir riscos de inconsistências e malha fina
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Assessoria | Foto: Divulgação
Com o calendário do Imposto de Renda 2026 ainda pendente de divulgação pela Receita Federal, o contribuinte já pode iniciar a organização dos documentos e acessos necessários para a próxima declaração. A antecipação, segundo especialistas, ajuda a evitar erros simples, atrasos no envio e pendências que podem resultar em retenção em malha fina.
A orientação é do contador, empresário e mestre em Negócios Internacionais André Charone, que também atua como professor e produtor de conteúdo na área de gestão e finanças. Para ele, a preparação antecipada é uma das principais estratégias para uma declaração mais segura.
“Quando o prazo abre, muita gente corre atrás de informe de rendimentos, comprovantes e dados que já poderiam estar separados. Quem se antecipa reduz o risco de inconsistência simples e ainda ganha tempo para decidir se o modelo completo ou o simplificado é mais vantajoso”, explica.
Mudanças no Imposto de Renda já valem em 2026
A Receita Federal já publicou orientações sobre alterações válidas a partir de 1º de janeiro de 2026. Entre elas, está a isenção para rendas mensais de até R$ 5.000 e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350, além de regras específicas de isenção e redutores aplicáveis no cálculo anual.
“Mesmo antes da declaração, essas mudanças já impactam o desconto do IR na fonte. Vale acompanhar holerites e informes de rendimentos para entender como a retenção foi ajustada”, alerta Charone.
Checklist prático para começar agora
Segundo o especialista, a melhor forma de se preparar é dividir a organização em três frentes principais.
1) Separação de documentos essenciais
Devem ser reunidos informes de rendimentos fornecidos por empresas, INSS, bancos e corretoras, além de comprovantes de despesas dedutíveis, como gastos com saúde e educação, quando aplicável. Também entram na lista recibos e contratos de aluguel, compra e venda de bens e financiamentos.
“Não é apenas guardar, é organizar por categoria e por CPF, especialmente quando há dependentes”, reforça.
2) Regularização do acesso digital
A declaração continua disponível tanto por programa quanto pelo ambiente online e aplicativo, dentro do serviço “Meu Imposto de Renda”.
“Quem deixa para resolver login e acesso em cima da hora costuma perder um ou dois dias apenas com isso. Antecipar essa etapa faz muita diferença”, afirma.
3) Planejamento do preenchimento
A declaração pré-preenchida pode facilitar o processo, reduzindo digitação e erros, mas exige revisão cuidadosa. “A pré-preenchida é um ponto de partida, não uma validação automática. O contribuinte continua responsável por conferir e complementar as informações”, destaca.
Para Charone, a estratégia ideal é agir como se o prazo de entrega estivesse prestes a abrir. “Deixar documentos e acessos prontos agora permite que, quando o calendário oficial for divulgado, o contribuinte apenas execute a declaração com mais tranquilidade”, conclui.
Aviso legal
Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, integral ou parcial, do conteúdo textual e das imagens deste site. Para mais informações sobre licenciamento de conteúdo, entre em contato conosco.
Últimas Notícias
As mais lidas do mês
Política
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja onde consultar propostas, histórico e informações antes de votar
Programas de governo em PDF, registros do Senado, despesas federais e plataformas de checagem permitem comparar os candidatos à Presidência com informações oficiais e documentos públicos