Economia • 13:18h • 12 de outubro de 2026
Indústria de produtos de limpeza prevê crescimento de 3,9% no Brasil em 2026
Estudo da FGV aponta recuperação da indústria brasileira, que movimentou R$ 36,7 bilhões em consumo aparente em 2025
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
A indústria brasileira de produtos de limpeza deve encerrar 2026 com crescimento de 3,9% na produção, após registrar queda de 0,2% em 2025. A projeção consta do Anuário ABIPLA 2026, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). O levantamento também mostra que, descontada a inflação acumulada, os produtos de limpeza ficaram 0,8% mais baratos em 2025 do que eram em 2019, antes da pandemia.
Nos primeiros cinco meses de 2026, a produção nacional acumulou crescimento de 3,5%, indicando recuperação após a estabilidade observada no ano anterior. O setor havia registrado expansão de 4,2% em 2024, antes da desaceleração.
As projeções para o fechamento deste ano variam conforme o desempenho do comércio, da inflação e do câmbio. No cenário pessimista, a indústria poderá crescer 2%, enquanto a estimativa mais otimista aponta avanço de 4,9%.
Produtos de limpeza tiveram aumento inferior à inflação
Apesar da pressão sobre os custos industriais, os preços dos produtos de limpeza apresentaram crescimento inferior ao da inflação geral em 2025. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 4,26%, os artigos de limpeza ficaram 3,19% mais caros.
Na comparação com 2019, o índice de preços do setor, descontada a inflação, ficou em 99,2 pontos, considerando a base inicial de 100. Isso representa uma redução real de 0,8% no período, embora os preços nominais tenham aumentado.
Segundo Jordana Saldanha, presidente-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes (ABIPLA), o resultado demonstra a capacidade das empresas de absorver parte das pressões de custos.
O levantamento destaca que, em 2025, as resinas plásticas tiveram aumento de 10,2% e os produtos químicos inorgânicos, de 5,3%, enquanto os preços finais ao consumidor avançaram em ritmo menor.
Setor movimenta bilhões e mantém comércio internacional
Em 2024, último ano com dados estruturais disponíveis do IBGE, a receita líquida de vendas da indústria de produtos de limpeza alcançou R$ 39,3 bilhões. Desse total, R$ 30,2 bilhões vieram da fabricação de sabões e detergentes, R$ 8,3 bilhões de produtos de limpeza e polimento e aproximadamente R$ 900 milhões de desinfestantes domésticos.
Já o consumo aparente, indicador que considera a produção nacional somada às importações e descontadas as exportações, atingiu R$ 36,7 bilhões em 2025.
No comércio exterior, o setor movimentou US$ 406 milhões no mesmo período. As importações somaram US$ 248,7 milhões, enquanto as exportações alcançaram US$ 157,3 milhões.
A América do Sul foi o principal destino dos produtos brasileiros, concentrando 62% das exportações de detergentes, preparações para limpeza, ceras, polidores e outros itens do segmento.
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