Economia • 18:23h • 09 de dezembro de 2025
Indústria alerta para avanço da pirataria têxtil e risco à vida com EPIs falsificados
Perdas no mercado ilegal ultrapassam R$ 87 bilhões e incluem fraude em tecidos usados para EPIs, alerta a indústria
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Link Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
As falsificações continuam avançando no setor têxtil e de confecção e provocaram um prejuízo estimado de R$ 87,36 bilhões ao segmento de vestuário em 2024, segundo levantamento do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade. O dado consolida o setor como o mais impactado pelo comércio ilegal no país e integra um total de R$ 327,8 bilhões em perdas registradas entre 15 segmentos monitorados.
O cenário preocupa representantes da indústria. O mesmo estudo mostra que, quando somadas as perdas setoriais à sonegação de impostos associada ao mercado ilegal, o impacto chega a R$ 468,3 bilhões em 2024. Há dez anos, esse valor era de R$ 100 bilhões, demonstrando um avanço contínuo da prática.
O tema foi debatido na Conversa Aberta, série de transmissões promovida pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção. Especialistas destacaram a expansão do comércio irregular e seus reflexos sobre a economia, a competitividade e a segurança do consumidor. Durante o painel, representantes do setor reforçaram que a compra de produtos falsificados ainda encontra pouca resistência de parte da população, o que intensifica o problema e dificulta o combate.
Uma das preocupações mais graves envolve a falsificação de Equipamentos de Proteção Individual. A Cedro Textil identificou recentemente EPIs comercializados como originais, mas fabricados com tecidos retardantes de chamas de terceiros, sem marca d’água e sem certificação técnica. O risco para o usuário é direto, já que esses itens são desenvolvidos para proteger a vida em ambientes de trabalho de alta periculosidade.
Segundo a empresa, seus tecidos possuem marca d’água exclusiva e passam por processos rigorosos de certificação, sendo vendidos apenas por distribuidores autorizados. A Cedro reforçou seu apoio às auditorias já realizadas por autoridades e clientes e reiterou que segue adotando medidas legais para responsabilizar quem utiliza indevidamente sua marca e impacta a segurança do consumidor.
A companhia também destacou seu compromisso com a integridade de seus produtos, a proteção do mercado e a transparência com clientes e parceiros. O setor têxtil, por sua vez, defende que ações coordenadas entre indústria, governo e sociedade são fundamentais para conter a expansão da ilegalidade em lojas físicas e no comércio digital.
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