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Ciência e Tecnologia • 20:46h • 12 de janeiro de 2026

Inflamação na gengiva pode acelerar danos cerebrais ligados ao Parkinson, aponta estudo da USP

Pesquisa experimental indica que a periodontite intensifica a perda de neurônios produtores de dopamina, reforçando a relação entre saúde bucal e doenças neurodegenerativas

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações do Governo de SP | Foto: Arquivo/Âncora1

Doença periodontal pode agravar perda de neurônios ligada ao Parkinson
Doença periodontal pode agravar perda de neurônios ligada ao Parkinson

Uma inflamação crônica na gengiva pode agravar alterações no cérebro associadas à doença de Parkinson. É o que indica um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da USP, que demonstrou, em modelo animal, que a periodontite intensifica processos inflamatórios cerebrais e acelera a degeneração de neurônios essenciais para o controle motor.

A pesquisa foi desenvolvida no Departamento de Biologia Básica e Oral da Forp-USP, sob orientação das professoras Glauce Crivelaro do Nascimento e Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães. O trabalho reforça evidências recentes de que inflamações crônicas fora do sistema nervoso central podem influenciar diretamente a progressão de doenças neurodegenerativas.

Inflamação periférica que alcança o cérebro

A doença de Parkinson é caracterizada pela perda progressiva de neurônios produtores de dopamina, substância fundamental para o controle dos movimentos. Com a morte dessas células, surgem sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão motora.

Já a periodontite é uma infecção bacteriana crônica que afeta os tecidos de sustentação dos dentes, causada principalmente pelo acúmulo de placa bacteriana. Embora tenha origem na cavidade bucal, trata-se de uma condição inflamatória sistêmica, capaz de liberar mediadores inflamatórios na corrente sanguínea.

Segundo Glauce Crivelaro do Nascimento, essas substâncias inflamatórias, como a citocina TNF-alfa, podem alcançar o sistema nervoso central, ativar células de defesa do cérebro, como as micróglias, e aumentar o estresse oxidativo. Esse ambiente inflamatório favorece a morte dos neurônios dopaminérgicos, agravando os danos típicos do Parkinson.

Como o estudo foi realizado

Os pesquisadores utilizaram ratos divididos em quatro grupos experimentais, um grupo controle saudável, um com periodontite, um com lesão dopaminérgica que simula o Parkinson e um quarto grupo com a associação das duas condições.

A periodontite foi induzida por meio de ligaduras nos dentes molares, método que provoca inflamação e perda óssea. Já a lesão dopaminérgica foi causada pela aplicação da substância 6-hidroxidopamina, que destrói seletivamente neurônios produtores de dopamina em regiões do cérebro relacionadas ao movimento.

Os animais passaram por testes motores, como o rotarod, que avalia equilíbrio e coordenação, além de análises sanguíneas, exames da mandíbula e estudos histológicos e moleculares do cérebro.

Resultados indicam agravamento dos déficits motores

Os resultados mostraram que os animais com periodontite apresentaram pior desempenho motor, especialmente quando a inflamação bucal estava associada à lesão dopaminérgica. Também foi observada maior perda de neurônios, aumento da ativação de micróglias e astrócitos e elevação do estresse oxidativo no cérebro.

Além disso, os pesquisadores identificaram níveis mais altos de citocinas inflamatórias no sangue e redução de substâncias com ação anti-inflamatória, o que indica um estado inflamatório sistêmico com reflexos diretos no sistema nervoso central.

Para Elaine Del Bel Belluz Guimarães, a inflamação pode atingir o cérebro por diferentes vias, incluindo a possível travessia da barreira hematoencefálica, conexões anatômicas entre vias oronasais e o sistema nervoso e interações mediadas pela microbiota oral e intestinal.

Implicações para a saúde pública

Embora o estudo tenha sido realizado em modelo animal, os pesquisadores destacam que os achados trazem implicações clínicas relevantes. O controle adequado da saúde bucal, com prevenção e tratamento da periodontite, pode contribuir para reduzir a inflamação sistêmica e, potencialmente, retardar a progressão de doenças neurodegenerativas.

A equipe já iniciou novos experimentos para testar intervenções terapêuticas capazes de proteger os neurônios dopaminérgicos, incluindo compostos com ação anti-inflamatória e antioxidante. Entre eles, está em avaliação o uso do canabidiol, em ambiente experimental.

O estudo reforça a importância de enxergar a saúde bucal como parte integrada da saúde geral, com impacto que pode ir muito além da boca e alcançar o cérebro.

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