Variedades • 18:54h • 16 de julho de 2026
Instagram, TikTok ou Facebook? Estudo mostra onde cada geração prefere falar com corretores
Pesquisa aponta que 65% dos compradores consideram ao menos uma rede social para conversar com profissionais durante a busca por um imóvel
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Rotas Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
A idade do comprador pode influenciar até a rede social escolhida para conversar com um corretor de imóveis. Um estudo da Zillow mostra que Instagram, TikTok e Facebook ocupam posições diferentes na jornada de compra conforme a geração do consumidor.
Segundo o levantamento, 65% dos compradores em potencial indicaram pelo menos uma rede social como canal preferido para comunicação com corretores. Os dados mostram, porém, que a escolha muda de forma significativa entre jovens, adultos e pessoas com mais de 60 anos.
Entre a geração Z, de 18 a 30 anos, o Instagram aparece na frente, citado por 43% dos entrevistados. O TikTok vem em seguida, com 30%.
Facebook lidera entre Millennials e geração X
A preferência muda entre compradores de 31 a 45 anos. Nesse grupo, formado pelos Millennials, 56% indicaram o Facebook como canal preferido para falar com corretores.
A rede social também lidera entre integrantes da geração X, de 46 a 60 anos, com 44% das respostas. Já entre os Boomers+, com 61 anos ou mais, o comportamento é diferente: 64% afirmaram não preferir nenhuma rede social para manter esse tipo de contato.
Embora o estudo tenha sido realizado nos Estados Unidos, Diogo Martins, CEO do Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP), avalia que os dados reforçam uma mudança importante na comunicação do mercado imobiliário.
O imóvel pode ajudar a definir até a rede social
Para Martins, o corretor precisa entender quem é o comprador mais provável de cada imóvel antes de escolher a plataforma, a linguagem e o formato do conteúdo.
“Um público mais jovem pode responder melhor a vídeos curtos e linguagem objetiva em redes como Instagram e TikTok, enquanto compradores mais maduros tendem a valorizar histórico, reputação, clareza e atendimento consultivo. O erro é tentar falar com todos da mesma forma”, afirma.
A lógica transforma a própria divulgação dos imóveis. Um mesmo corretor pode precisar adotar estratégias diferentes conforme o perfil do público que pretende alcançar, evitando uma presença digital genérica e igual em todas as plataformas.
Corretor precisa entender comportamento, não apenas imóveis
Segundo o IBREP, competências ligadas ao atendimento, comportamento humano, posicionamento profissional, ferramentas digitais, marketing e negociação já fazem parte da preparação dos profissionais do setor.
Para Martins, quanto mais segmentado se torna o mercado imobiliário, maior é a necessidade de conectar o imóvel ao público e ao canal de comunicação adequado.
Os números indicam que estar nas redes sociais já pode não ser suficiente. Para o corretor, entender onde cada geração prefere conversar pode ser tão importante quanto saber qual imóvel apresentar.
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