Ciência e Tecnologia • 11:22h • 04 de abril de 2026
Inteligência artificial impulsiona inovação tecnológica na agricultura paulista
Com práticas que promovem a instalação de ambientes de inovação, monitoramento agrícola e regularização ambiental, ferramenta promove o desenvolvimento dos programas
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência SP | Foto: Governo de SP
A inteligência artificial já é uma realidade no agronegócio e vem contribuindo para aumentar a eficiência das atividades no campo. A tecnologia pode, por exemplo, reduzir perdas pós-colheita em até 30%. Um levantamento da 29ª Global CEO Survey, da PwC, com mais de 4,4 mil líderes, aponta que cerca de 33% das empresas do setor registraram aumento significativo de receita diretamente ligado ao uso de IA.
O estado de São Paulo se destaca no país nesse cenário, impulsionado pela forte presença de startups do setor, conhecidas como AgTechs. De acordo com o Radar Agtech Brasil, o estado concentra 845 empresas desse segmento, o equivalente a 43,2% do total nacional.
No setor público, a tecnologia também vem sendo incorporada para tornar decisões mais rápidas e precisas, além de apoiar a criação de políticas públicas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio dos institutos da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), desenvolve ações e programas que utilizam inteligência artificial em diferentes frentes.
Entre as iniciativas, está um projeto do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IAC), que utiliza IA para criar um avatar capaz de atuar como instrutor em cursos. A proposta é tornar o aprendizado mais interativo, com respostas adaptadas ao perfil de cada aluno, desde trabalhadores rurais até agrônomos.
Outros projetos do centro incluem o uso de drones na aplicação de insumos agrícolas e o desenvolvimento de equipamentos de proteção para trabalhadores do campo. A tecnologia também será incorporada a treinamentos voltados ao uso seguro de produtos químicos e biológicos.
Outra frente importante é o APTAHub, ambiente de inovação criado para aproximar centros de pesquisa, startups, empresas e produtores rurais. A iniciativa promove o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o campo, com ações como programas de aceleração, eventos e conexões com o setor produtivo.
Nesse ambiente, startups como a Agscore desenvolvem ferramentas baseadas em inteligência artificial para prever produtividade e riscos agrícolas. A plataforma integra dados como clima, solo e manejo, oferecendo previsões com até 12 meses de antecedência. A tecnologia já foi testada em mais de 20 mil hectares, com alto nível de precisão em culturas como soja e milho.
A inteligência artificial também é utilizada em políticas públicas. O programa Rotas Rurais, do Instituto de Economia Agrícola, usa a tecnologia para mapear e geolocalizar propriedades rurais que antes não tinham identificação precisa, facilitando o acesso a serviços e a logística no campo.
Outro exemplo é o programa Brotar, que realiza um levantamento em centenas de municípios paulistas e utiliza IA para gerar relatórios e analisar dados coletados em campo.
Além disso, a tecnologia tem sido fundamental na regularização ambiental. São Paulo alcançou cerca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais validados até o fim de 2025, resultado do uso de inteligência artificial para acelerar e qualificar a análise dos registros. Atualmente, o estado conta com cerca de 432 mil cadastros ativos.
Com o apoio dessas ferramentas, o processo se tornou mais ágil e eficiente, consolidando São Paulo como referência nacional na aplicação de tecnologia para a gestão e o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
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