Saúde • 07:37h • 01 de julho de 2026
Inverno aumenta risco de doenças respiratórias; vacinação e prevenção ajudam a reduzir casos
Queda das temperaturas favorece a circulação de vírus como influenza, coronavírus e rinovírus. Especialistas orientam manter a vacinação em dia e adotar medidas simples para reduzir o risco de infecção
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações da Alesp | Foto: Arquivo Âncora1
A chegada do inverno exige atenção redobrada com a saúde. As baixas temperaturas e o ar mais seco favorecem a circulação de vírus responsáveis por doenças respiratórias, como gripe, resfriado e Covid-19, além de agravar quadros alérgicos e outras infecções típicas da estação.
Durante esse período, o frio reduz a eficiência das defesas naturais das vias respiratórias, enquanto a baixa umidade do ar resseca as mucosas, facilitando a entrada de vírus e aumentando sintomas como tosse, coriza, espirros, congestão nasal e falta de ar.
Outro fator que contribui para o aumento das infecções é a permanência em ambientes fechados e pouco ventilados. Salas de aula, escritórios, transportes públicos e outros locais com grande circulação de pessoas tornam-se ambientes propícios para a transmissão de vírus.
Para reduzir o risco de contágio, especialistas recomendam manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas doentes e manter a vacinação em dia, especialmente contra a gripe e a Covid-19.

Gripe e resfriado: saiba identificar os sintomas
Embora gripe e resfriado apresentem sintomas semelhantes, as duas doenças são causadas por vírus diferentes. O resfriado, geralmente provocado pelo rinovírus, costuma afetar nariz e garganta, provocando coriza, espirros e congestão nasal. A febre, quando aparece, costuma ser baixa, e os sintomas desaparecem em poucos dias.
Já a gripe é causada pelo vírus influenza e costuma provocar febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça, tosse seca, cansaço e mal-estar generalizado. A recuperação pode levar até dez dias, e a sensação de fadiga pode persistir por semanas. Em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, a gripe também apresenta maior risco de complicações, como pneumonia e sinusite.
As medidas preventivas são semelhantes para ambas as doenças e incluem lavar as mãos com água e sabão, utilizar álcool em gel, manter os ambientes ventilados, usar máscara quando houver sintomas respiratórios ou em locais de maior risco e evitar contato próximo com pessoas infectadas.
As autoridades de saúde também alertam para as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), conjunto de infecções que comprometem seriamente a respiração e podem exigir internação hospitalar. Esses quadros podem ser provocados por diferentes vírus e bactérias e apresentam sintomas como dificuldade para respirar e baixa oxigenação do sangue.
A vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção. Como os vírus da gripe e da Covid-19 sofrem mutações frequentes, a imunização anual é fundamental para manter a proteção da população e reduzir o risco de casos graves, hospitalizações e mortes.
No Estado de São Paulo, a vacina contra a influenza está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para toda a população a partir dos seis meses de idade. A prioridade é ampliar a cobertura vacinal entre idosos, gestantes, crianças menores de seis anos e pessoas com doenças crônicas, grupos mais vulneráveis às complicações das infecções respiratórias.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, além de proteger individualmente, a vacinação reduz a circulação dos vírus e ajuda a diminuir a pressão sobre os serviços de saúde durante os meses de maior incidência de doenças respiratórias.
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