Economia • 08:52h • 03 de fevereiro de 2026
IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês
Impactos começam a ser sentidos nos salários recebidos em fevereiro
Jornalista: Carolina Javera MTb 37.921 com informações de Agência Brasil | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os efeitos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a aparecer neste mês no contracheque de trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. Com a mudança, essa faixa de renda passou a ter isenção total do imposto, enquanto quem recebe até R$ 7.350 terá redução gradual do valor descontado na fonte. As novas regras valem para salários pagos a partir de janeiro, com reflexo nos pagamentos feitos desde fevereiro.
Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas. A isenção vale para trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios, incluindo o décimo terceiro salário. Rendimentos acima de R$ 7.350 continuam seguindo a tabela progressiva atual, com alíquotas que chegam a 27,5%.
Nas ruas, muitos trabalhadores comemoram o alívio no orçamento. Para quem recebe salários mais baixos, o valor que antes era descontado deve ajudar no pagamento de contas básicas, como aluguel, água e luz, ou ser reservado para emergências. Apesar disso, parte dos assalariados ainda desconhece a mudança e só tomou conhecimento da nova regra ao ser informada por reportagens ou colegas de trabalho.
De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade, a aplicação da isenção e dos descontos será automática para quem tem emprego formal, já que os cálculos são feitos diretamente na folha de pagamento. Especialistas destacam, no entanto, a importância de acompanhar o contracheque para conferir se os valores estão corretos.
Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 25,4 bilhões, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, que atinge contribuintes de alta renda. A nova cobrança vale para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, com alíquotas progressivas de até 10%. Para rendas acima de R$ 1,2 milhão por ano, a alíquota mínima efetiva também é de 10%. A expectativa é que cerca de 141 mil contribuintes sejam afetados.
Segundo especialistas, o impacto na arrecadação deve ser pequeno, já que antes da mudança já havia isenção para rendimentos de até dois salários mínimos. Além disso, passaram a ser tributados rendimentos que antes eram isentos, como a distribuição de lucros.
As mudanças na tabela do IR não alteram, por enquanto, as regras da declaração anual. A correção só terá efeito na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026. Na declaração entregue em 2026, permanecem as deduções atuais, como gastos com dependentes, educação e o desconto simplificado.
O Ministério da Fazenda alerta que contribuintes com mais de uma fonte de renda podem precisar complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado fique abaixo de R$ 5 mil. A orientação é conferir atentamente o informe de rendimentos fornecido pelas empresas e revisar os dados da declaração pré-preenchida antes do envio à Receita Federal.
Com a nova tabela, o governo afirma buscar maior justiça tributária, reduzindo a carga sobre quem ganha menos e ampliando a contribuição de quem está no topo da pirâmide de renda.
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