Saúde • 15:10h • 03 de janeiro de 2026
Janeiro vira aliado da saúde vascular com foco em prevenção e planejamento anual
Avaliação precoce com ecodoppler identifica alterações silenciosas, reduz complicações e ajuda a evitar cirurgias tradicionais antes do inverno
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Lara Assessoria | Foto: Arquivo/Âncora1
Janeiro tem se firmado como um período estratégico para o cuidado com a saúde vascular, especialmente entre mulheres que retomam a rotina após o recesso de fim de ano e aproveitam o início do calendário para organizar exames e tratamentos. A procura por ecodoppler venoso e mapeamento vascular cresce nesse período, permitindo identificar alterações circulatórias ainda sem sinais visíveis e planejar o acompanhamento ao longo do ano.
Estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular indicam que entre 30% e 45% da população adulta brasileira apresenta algum grau de insuficiência venosa crônica, com maior prevalência no público feminino. Apesar da alta incidência, o diagnóstico ainda costuma ocorrer de forma tardia, muitas vezes apenas quando surgem varizes aparentes, dor, inchaço ou sensação constante de peso nas pernas.
Segundo a cirurgiã vascular Camila Kill, mestre em cirurgia pela Santa Casa de São Paulo e CEO da Vascularte, o começo do ano cria uma oportunidade relevante para prevenção. Janeiro é um momento em que muitas pacientes estão mais abertas a cuidar da própria saúde. Quem inicia o acompanhamento agora consegue maior previsibilidade de resultados e evita surpresas quando as temperaturas caem, período em que os sintomas tendem a se intensificar.
Diagnóstico silencioso pode mudar o curso da doença
O ecodoppler venoso é considerado o principal exame para avaliar o funcionamento das veias e identificar o refluxo venoso, mesmo na ausência de sinais aparentes na pele. A insuficiência venosa pode evoluir de forma silenciosa por anos. É comum encontrar pacientes sem varizes visíveis, mas já com falha nas válvulas venosas. Quando essa alteração é identificada precocemente, é possível intervir antes que o quadro avance.
O atraso no diagnóstico pode exigir abordagens mais complexas no futuro. Quando a procura ocorre apenas por motivos estéticos, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado. A avaliação precoce reduz o risco de complicações como trombose, flebites e úlceras venosas, além de ampliar as opções de tratamento disponíveis.
Planejamento ao longo do ano reduz cirurgias tradicionais
Outro fator que impulsiona a busca por check-up vascular em janeiro é a possibilidade de organizar o tratamento de forma gradual. Técnicas ambulatoriais, como laser e escleroterapia guiada por imagem, permitem tratar a insuficiência venosa de maneira progressiva, com recuperação mais rápida e menor impacto na rotina.
Quando o cuidado começa cedo, o tratamento pode ser distribuído em etapas, respeitando o tempo do organismo e a agenda da paciente. Isso diminui significativamente a chance de necessidade de cirurgia tradicional e reduz afastamentos prolongados do trabalho e das atividades diárias.
Saúde vascular vai além da estética
Especialistas alertam que ainda é comum associar varizes apenas à aparência das pernas, o que contribui para o adiamento da avaliação médica. As varizes são manifestação de uma doença crônica. O impacto vai além do visual e inclui dor, cansaço e inchaço, que afetam diretamente a qualidade de vida.
Mulheres com histórico familiar, rotina sedentária ou que passam longos períodos em pé ou sentadas devem redobrar a atenção. Janeiro, por simbolizar recomeço e planejamento, se torna um ponto de partida importante. Um exame simples pode evitar procedimentos mais agressivos no futuro e garantir mais conforto ao longo de todo o ano.
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