Esporte • 18:29h • 06 de abril de 2026
Jiu-jitsu, muay thai e boxe lideram interesse dos brasileiros em 2026
Pesquisa aponta que 58% dos brasileiros querem praticar modalidades por saúde e defesa pessoal
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | via Assessoria | Foto: Divulgação
O interesse por lutas esportivas cresce no Brasil em 2026, impulsionado por fatores como condicionamento físico, saúde mental e aprendizado de defesa pessoal. Levantamento da Maximum Boxing indica que 58% dos brasileiros desejam iniciar ou continuar a prática de alguma modalidade neste ano, com destaque para jiu-jitsu, muay thai e boxe.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla de busca por qualidade de vida. Dados do Datafolha mostram que 53% da população já praticava algum tipo de atividade física em 2025, reforçando a consolidação de hábitos mais ativos no dia a dia.
Entre os esportes de combate, o jiu-jitsu lidera o interesse com 36% das preferências, seguido pelo muay thai, com 35%, e pelo boxe, com 30%. A motivação vai além da prática física. Para 66,8% dos entrevistados, o principal objetivo é melhorar o condicionamento, enquanto 52,8% buscam aprender técnicas de defesa pessoal e 48,8% apontam a redução do estresse como fator decisivo.
A prática também está associada a benefícios emocionais. Especialistas destacam que atividades desse tipo estimulam a liberação de endorfinas, substâncias ligadas à sensação de bem-estar, além de contribuírem para disciplina, foco e equilíbrio mental.
Mais da metade dos brasileiros quer praticar lutas neste ano, aponta pesquisa
Defesa pessoal ganha relevância
Um dos fatores que impulsionam o interesse é a sensação de segurança. Segundo a pesquisa, 46,4% dos entrevistados acreditam que aprender técnicas de autodefesa aumenta a autonomia para circular em espaços públicos. Outros 42% dizem se sentir mais preparados para proteger familiares e amigos, enquanto 41,8% destacam a capacidade de impor limites e manter a calma em situações de pressão.
Essa percepção impacta diretamente o cotidiano. Parte dos entrevistados afirma que a prática pode tornar atividades comuns mais seguras, como viajar sozinho, utilizar transporte público ou frequentar ambientes noturnos.
Interesse cresce, mas obstáculos ainda limitam prática
Apesar da alta procura, a adesão ainda enfrenta barreiras. A principal delas é a falta de tempo, citada por 46% dos entrevistados. O medo de lesões aparece em seguida, com 33%, seguido pelo custo das aulas e equipamentos, mencionado por 29,4%.
Outros fatores incluem falta de preparo físico (24,8%), ausência de companhia (19%) e dificuldade de deslocamento (13%). Ainda assim, há disposição para investir: 38% afirmam que pagariam até R$ 200 por mês para praticar, enquanto 28,2% aceitariam investir entre R$ 200 e R$ 300.
A pesquisa foi realizada com 500 adultos de todas as regiões do país, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O avanço das lutas esportivas reflete uma mudança no comportamento dos brasileiros, que passam a enxergar essas modalidades não apenas como competição, mas como ferramenta de saúde, disciplina e proteção pessoal.
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