Ciência e Tecnologia • 20:20h • 18 de março de 2026
Jogos online são a principal forma de lazer entre adolescentes no Brasil
Pesquisa com mais de 2,3 milhões de estudantes revela hábitos fora da escola e reforça desafios sobre uso equilibrado da tecnologia
Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Tamer Comunicação | Foto: Arquivo/Âncora1
Os jogos online são a principal escolha de lazer entre estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental no Brasil. É o que aponta um levantamento realizado com mais de 2,3 milhões de alunos pelo Ministério da Educação, em parceria com Itaú Social, Consed e Undime, que analisou hábitos e comportamentos de adolescentes dentro e fora do ambiente escolar.
Os dados mostram que a preferência por games é predominante em todas as regiões do país, com variações percentuais, mas sempre liderando o ranking de atividades fora da escola. Em São Paulo, por exemplo, 66% dos estudantes mais novos e 60% dos mais velhos afirmaram jogar online com frequência. Em outros estados, como Paraná e Bahia, os índices também superam a marca de 60% em diferentes faixas etárias.
Mesmo em estados com menor incidência, como o Maranhão e o Pará, os jogos continuam sendo a principal atividade de lazer, com cerca de metade dos estudantes mencionando a prática.
O levantamento também identificou outras atividades recorrentes entre os adolescentes, como práticas artísticas, participação em esportes coletivos e envolvimento em grupos religiosos. Essas opções aparecem em percentuais que variam aproximadamente entre 26% e 58%, dependendo da região e do perfil dos estudantes.
A análise indica que os jogos digitais oferecem estímulos constantes, como recompensas rápidas e sensação de progressão, além de espaços de interação social, o que contribui para o engajamento prolongado dos jovens.
O cenário ganha ainda mais relevância diante de discussões recentes sobre segurança digital e uso de plataformas por crianças e adolescentes. Casos como mudanças em regras de interação em ambientes online, como o Roblox, reforçam a necessidade de acompanhamento e orientação por parte de famílias e escolas.
Especialistas apontam que, apesar do potencial educativo e social das tecnologias, o uso sem supervisão pode expor jovens a riscos no ambiente digital. Por isso, iniciativas voltadas à educação digital têm ganhado espaço, com foco em orientar o uso consciente da internet desde a infância.
No ambiente escolar, a discussão também avança. Desde 2025, o uso de celulares por estudantes é restrito nas escolas, medida que busca equilibrar o uso das tecnologias com o processo de aprendizagem. Ao mesmo tempo, há consenso de que ferramentas digitais continuam sendo importantes quando utilizadas de forma orientada e com objetivos pedagógicos.
Os dados do levantamento reforçam a necessidade de compreender o papel das tecnologias na rotina dos adolescentes e de construir estratégias que conciliem acesso, segurança e desenvolvimento, tanto dentro quanto fora da escola.
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