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Mundo • 21:32h • 20 de agosto de 2025

Jogos sob tempestades: por que os EUA param e São Paulo não segue o protocolo?

Especialista da USP alerta que prevenção custa menos que lidar com tragédias, mas lei paulistana de 2001 segue esquecida

Jornalista: Luis Potenza MTb 37.357 | Com informações da Sensu Comunicação | Foto: AP Photo/Joshua A. Bicke

Nuvens de tempestade cobrem o estádio na Copa do Mundo de Clubes entre o CF Pachuca e o FC Salzburg, em Cincinnati
Nuvens de tempestade cobrem o estádio na Copa do Mundo de Clubes entre o CF Pachuca e o FC Salzburg, em Cincinnati

Enquanto nos Estados Unidos jogos de futebol, beisebol e até shows ao ar livre são imediatamente interrompidos diante do risco de raios ou tempestades, em São Paulo a realidade é outra: partidas seguem mesmo sob chuva forte e descargas elétricas próximas. O contraste chama a atenção porque a capital paulista já possui, desde 2001, a Lei nº 13.214, que determina a paralisação de eventos externos em caso de risco elétrico. Na prática, a norma raramente é aplicada.

De acordo com o professor Carlos Augusto Morales Rodriguez, do Departamento de Ciências Atmosféricas do IAG-USP, a diferença começa na cultura de segurança e nos protocolos de cada país. “Nos Estados Unidos, existe uma lei federal que obriga a paralisação de qualquer evento ao ar livre quando há risco de tempo severo. Só depois de 30 minutos sem descargas elétricas é que a atividade pode ser retomada”, explica. O monitoramento meteorológico lá é nacional, contínuo e de altíssima precisão, com satélites, radares e redes de detecção que operam em tempo real.

No Brasil, o monitoramento é limitado e os alertas chegam com atraso. “O CGE em São Paulo acompanha chuvas, mas não prevê descargas elétricas. Já a Defesa Civil emite avisos com alto índice de erro, muitas vezes quando a tempestade já começou ou já terminou”, critica Morales. Os números revelam a gravidade: 835 mortes por raios foram registradas no país entre 2013 e 2022, segundo o Inpe, colocando o Brasil como o segundo da América Latina com mais vítimas, atrás apenas do México.

Casos emblemáticos de raios em estádios e campos de futebol no país reforçam a vulnerabilidade. Mesmo assim, a legislação paulistana segue sem fiscalização efetiva. Para o professor, além de falhas técnicas, pesa também a falta de planejamento. “Nos EUA, os jogos são marcados para manhã ou noite, evitando os horários de maior incidência de tempestades. No Brasil, já vimos partidas ao meio-dia, em pleno verão, sob alto risco elétrico.”

Com a Copa do Mundo de 2026 nos EUA, o tema volta ao centro das discussões. Lá, a lei é clara e inflexível. “Quem organiza o evento tem que se adaptar. Não é questão de escolha. É como foi no Catar com a venda de bebidas nos estádios. No caso das tempestades, trata-se de proteger vidas. Trabalhar com prevenção custa menos do que lidar com os danos depois”, conclui Morales.

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